Rio: Parada Gay surpreende e reúne 1,5 milhão de pessoas

Domingo, 18 de dezembro de 2012 (Foto:Divulgação)

“Coração não tem preconceitos. Tem amor” reúne 1,5 milhão de pessoas no Rio, segundo a Polícia Militar

A 17ª Parada do Orgulho LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais), popularmente conhecida como Parada Gay, realizada na orla de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, neste domingo (18), superou a expectativa de público. O evento reuniu cerca de 1,5 milhão de pessoas na capital fluminense, segundo a Polícia Militar. O número é 500 mil a mais do que o esperado pela organização.

Nesta edição, o tema escolhido para representar a causa da comunidade gay foi “Coração não tem preconceitos. Tem amor”. O assunto é uma reflexão aos índices de 2011, quando 266 homossexuais foram assassinados por conta de sua orientação sexual, segundo a organização do evento.

Arminda dos Santos, mesmo não sendo homossexual, fez questão de marcar presença na Parada Gay em apoio a opção sexual de seu filho Diego Lima Santos, 23. Ela diz aderir à luta do jovem pelo respeito aos seus direitos e pelo combate a “ignorância com amor”.

“O meu filho foi um presente de Deus, ele está sempre comigo. É um grande amigo. E quem é homofóbico deve se resolver, porque o Diego sabe o que quer, ele ama alguém do mesmo sexo. Homofobia se combate com amor e esclarecimento”, diz a dona de casa.

Sósias de Michael Jackson e Rita Lee também estiveram presentes na grande festa. Mas, foram as drag queens que mais uma vez conseguiram roubar a cena e todos os flashes da imprensa que acompanhou de perto o evento. Tchaka, conhecida como a “Rainha das festas”, foi uma das mais solicitadas: “Eu sou um palhaço de luxo meu amor, a sociedade nos vê nas cores do arco-íris somos iguais na diversidade”, disse ela que fez questão de dizer o nome da sua fantasia: “Arco-íris do século 21”.

Para o promoter Amin Khader, o preconceito tem que ser enfrentado. “Eu sou contra a homofobia, você tem um irmão gay, um primo gay, mas o filho do vizinho é viado… Depois dos anos oitenta tivemos uma das mulheres mais lindas do Brasil, a Roberta Close, que veio e quebrou muitos tabus. Temos que ter a consciência e respeitar a todos em primeiro lugar”, disse ele.

O estilista Carlos Tufvesson, que dirige a Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual e o Programa Rio Sem Preconceito, diz que, quando existe uma vítima de homofobia, a denúncia do caso se faz necessária para que haja uma solução.  “Sem denuncia não há solução. Hoje a parada é importante pela luta da cidadania. Temos que fazer valer os direitos civis já conquistados. Temos que lutar para assegurar nossos direitos, tais como a união estável já reconhecida pelo STF (Supremo Tribunal Federal)”, diz o ativista