Postado por Fabiano Venancio – As eleições proporcionais, em que parlamentares são eleitos para representar um município, região ou estado nas casas legislativas, quase sempre são negligenciadas por parte do eleitorado, acostumado a valorizar mais a eleição para prefeito, governador ou presidente da República. Num país onde o pacto federativo não passa de uma ficção, e os municípios ficam com pouco mais de 7% dos impostos que arrecadam, a eleição para deputado federal se reveste de grande importância porque o parlamentar tem reponsabilidade e compromissos em trazer recursos, financiamentos, obras e programas para reduzir essa injustiça tributária e proporcionar melhores condições de vida para a população das cidades que representa.
No caso de Campos, há quatro pré-candidatos a deputado federal este ano. Um deles, o ex-prefeito Wladimir Garotinho (PL), busca novamente uma vaga na Câmara Federal e desponta como favorito para ser o mais bem votado do município, até mesmo da região.
Mais do que isto, pela experiência adquirida no último mandato e credenciais que poderão levar a ser novamente o principal representante das demandas locais e regionais, o ex-prefeito acumula conhecimento das tarefas a serem desempenhadas num eventual novo mandato.
Além destes atributos, pelas relações e a rede de contatos que construiu em Brasília, Wladimir desfruta de trânsito livre em importantes gabinetes de lideranças e ministérios para pavimentar o caminho que lhe abrem portas e viabilizam o acesso a convênios e recursos de emendas para a implementação de obras e projetos para o desenvolvimento de Campos e do Norte Fluminense.
Um dos projetos que Wladimir mais se empenhou para aprovar em sua última experiência como parlamentar em Brasília foi o que classifica 23 municípios do Norte/Noroeste Fluminense como região integrante do semiárido. Aprovado pela Câmara e Senado, acabou vetado pelo presidente Lula. Caso seja de novo eleito, será novamente uma de suas bandeiras de luta.
O projeto, de autoria de Wladimir, vai beneficiar agricultores e produtores rurais de 22 municípios das duas regiões do interior do estado do Rio de Janeiro.
“O projeto de classificação da região como semiárido é um divisor de águas, um passo decisivo para garantir acesso a crédito subsidiado, a políticas públicas adaptadas à nossa realidade e a novas oportunidades para os produtores rurais”, destacou o pré-candidato.
Outra importante demanda de Campos é a luta pela reativação dos voos comerciais no Aeroporto Bartolomeu Lisandro, cuja desativação tem prejudicado setores produtivos e perspectivas de investimentos no município, além da luta pela preservação dos atuais repasses dos royalties do petróleo.
Além de Wladimir, Campos poderá ter ainda outro ou mais deputados federais eleitos, caso de Caio Vianna (PSD), Leon Gomes (PDT) e Madeleine Farias (União), também concorrentes à uma cadeira em Brasília.
Há algumas legislaturas que Campos não conta com um deputado eleito como titular do seu mandato. Em algumas oportunidades, o município foi representado por parlamentares que eram suplentes, como no caso do próprio Caio, que vieram ocuparam as vagas dos titulares.
Outros suplentes que se tornaram deputados, ainda que por breve período, foram Marcão Gomes e Nelson Nahim. Antes, Clarissa Garotinho se elegeu, mas com votos suficientes.
Macaé – Em relação à região Norte Fluminense, o ex-secretário de Infraestrutura de Macaé, Márcio Rezende (Cidadania), irmão do prefeito Welberth Rezende (Cidadania), desponta como potencial candidato a se eleger para o seu primeiro mandato. Sua plataforma prioriza a luta pelos repasses atuais dos royalties, o desenvolvimento regional e a geração de empregos.