Postado por Fabiano Venancio – As eleições de 2026 prenunciam o desenho de uma nova configuração na política de Campos com o surgimento de novos grupos políticos com duas lideranças que tentam se cacifar nesta disputa eleitoral com vistas a novos voos. Esses grupos são capitaneados pelos vereadores Maicon Cruz (PV) e Marquinho do Transporte (DC, Democracia Cristã), pré-candidatos a deputado estadual, cuja movimentação levantada pelo Campos 24 Horas nas últimas semanas revela pré-campanhas consistentes de modo que atraem lideranças conhecidas em bairros, distritos e municípios da região, inclusive com apoio de políticos influentes a nível estadual. Além disso, há dois políticos com potencial eleitoral que estão presos e abriram uma lacuna no município. Dentro desse cenário, dois pontos devem ser destacados: o processo de definição na disputa pela Prefeitura de Campos em 2028 pode passar pela eleição deste ano; e o grupo político com maior força eleitoral no município é o da situação, liderado pelo prefeito Frederico Paes (MDB) e o ex-prefeito Wladimir Garotinho (PL).
Os dois vereadores contam com a visibilidade de um mandato e buscam ocupar o vácuo deixado pelas ausências dos deputados estaduais Rodrigo Bacellar (União Brasil) e Thiago Rangel (Avante).
Tanto Maicon como Marquinho, ambos com dois mandatos na Câmara Municipal, têm dado demonstrações de força em seus eventos e reuniões que têm sido bastante concorridas em bairros e distrito de Campos, além de outros municípios.
APOIOS DE MAICON – Pela oposição, Maicon Cruz tem o apoio de dois colegas do Legislativo, os vereadores Rogério Matoso (Solidariedade) e Dandinho de Rio Preto (União Brasil), além do suplente Bruno Viana (PSD), que assumiu a vaga na Câmara com a licença de Maicon para se dedicar à pré-campanha.
Com uma pauta marcada pela defesa da educação e do servidor público, Maicon selou uma aliança com o prefeito de Maricá, Washington Quaquá (PT), uma das mais importantes lideranças petistas do Estado do Rio de Janeiro.
Maicon faz ainda uma “dobradinha” na campanha numa aliança com Diego Zeidan (PT), ex-secretário municipal de Habitação do Rio e pré-candidato à Câmara Federal, filho de Quaquá.
MARQUINHO – Dissidente do grupo liderado pelo ex-prefeito Wladimir Garotinho (PL), Marquinho do Transporte também tem demonstrado musculatura e desembaraço em suas movimentações e atraído lideranças e cabos eleitorais igualmente requisitados na região.
Apesar das diferenças com Wladimir, que decidiu não apoiá-lo, mas a Bruno Dauaire (União Brasil) e Thiago Virgílio (Podemos), Marquinho se mantem na base de apoio ao governo do prefeito Frederico Paes (MDB).
Antes de anunciar sua pré-candidatura a deputado estadual Marquinho do Transporte foi, por um breve período, presidente da Empresa Municipal de Habitação (EMHAB).
Empresário do ramo de transportes, Marquinho começou na política no PDT como aliado do ex-prefeito Arnaldo Vianna. O discurso do candidato na pré-campanha tem sido marcado por críticas à representatividade de Campos e região na Alerj.
O pré-candidato do DC tem ampliado suas alianças em dobradinha com candidatos a deputado federal, como Max Lemos (liderança da Baixada Fluminense que busca a reeleição), Renato Cozzolino (ex-prefeito de Magé) e o ex-secretário estadual de Defesa do Consumidor, Gutemberg Fonseca.
Marquinho também fez composições com importantes lideranças locais como o ex-vereador Jorge Magal e Lourinho do Detran, que abriu mão de sua candidatura à Alerj para apoiar Marquinho, que também tem cooptado lideranças vinculadas com ao ex-deputado estadual João Peixoto, liderança maior do DC por vários mandatos.
Além das lideranças comunitárias tradicionais em bairros e localidades do interior do município, Marquinho também tem buscado dialogar com lideranças do médio empresariado.
Caso os dois vereadores consigam materializar o projeto em alcançar uma vaga na Alerj este ano, irão se converter seguramente em dois atores importantes no processo de definição na disputa pela Prefeitura de Campos em 2028.