Bacia de Campos: Novas descobertas, empregos, royalties e investimentos bilionários

Postado por Fabiano Venancio – O ano de 2026 tem sido marcado positivamente por uma safra de notícias promissoras para a indústria do petróleo na Bacia de Campos e perspectivas de grandes receitas em royalties para os municípios produtores. Justamente quando as previsões apontavam uma concentração maciça de investimentos na Bacia de Santos, em fase da descoberta do pré-sal em suas reservas, consolidando o Brasil como o 10º maior produtor mundial de petróleo, eis que a plataforma continental localizada na costa do Norte Fluminense aparece como destino de bilionários investimentos e descortinando um cenário de aquecimento de geração de renda e empregos, conforme levantamento da equipe do Campos 24 Horas

A Petrobras vai investir US$ 18 bilhões no seu plano de renovação da Bacia de Campos até 2027, com a previsão de instalação de seis novas unidades estacionárias de produção (UEPs) e mais de 200 novos poços. 

Em março deste ano, a Petrobras identificou a presença de petróleo de excelente qualidade no pré-sal na Bacia de Campos, em poço exploratório perfurado no campo de Marlim Sul, localizado a 113 km da costa da cidade de Campos dos Goytacazes, em profundidade d´agua de 1.178 metros.
Em abril, houve uma nova descoberta de hidrocarbonetos em águas profundas (pré-sal) na mesma Bacia de Campos.

No mesmo mês de abril, a Petrobras anunciava a ampliação de sua presença na Bacia de Campos com a aquisição de uma jazida compartilhada no Campo de Argonauta, juntamente com a PPSA, a Pré-Sal Petróleo S/A, empresa 100% estatal.

No final do ano passado, porém, o levantamento da reportagem do Campos 24 Horas mostra que a Petrobras já havia identificado a presença de petróleo de excelente qualidade na camada pós-sal no bloco sudoeste de Tartaruga Verde, no Poço 4-BRSA-1403D-RJS, localizado a 108 km da costa do município de Campos, em profundidade d’agua de 734 metros. A Petrobras é operadora do bloco com 100% de participação.

LICITAÇÃO – Após vários adiamentos, a Petrobrás deve manter o prazo final para abrir os envelopes com as propostas para a licitação da plataforma que irá operar no projeto de revitalização do campo de Albacora. A concorrência, publicada originalmente em março de 2025, sofreu algumas postergações ao longo do processo. Agora, o prazo limite para envio de propostas é 27 de julho, data que deve ser mantida.

Albacora está a cerca de 110 km a leste do Cabo de São Tomé, no litoral norte do estado do Rio de Janeiro. Atualmente, a produção do campo acontece por meio das plataformas P-25, do tipo SS (Semi Submersível), e P-31, do tipo FPSO. A malha de escoamento de óleo da P-25 é constituída por um oleoduto que interliga a unidade à P-31.

A Petrobrás detém 100% de participação no campo de Albacora, enquanto o reservatório de Forno é compartilhado com o Bloco Norte de Brava, na acumulação de Manjuba. A Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) é responsável pela gestão do Contrato de Partilha do Norte de Brava.

A plataforma terá capacidade para produzir até 120 mil barris de petróleo por dia e foi projetada para operar por, no mínimo, 20 anos. A unidade será instalada em águas offshore, em uma área com lâmina d’água de 670 metros.

VOOS OFFSHORE – A atuação da Petrobras na Bacia de Campos visa à recomposição das reservas de petróleo em áreas maduras assegurando sustentabilidade da companhia e o atendimento à demanda nacional de energia neste período de diversificação energética.

O aquecimento da indústria do petróleo e gás na região reflete o aumento do movimento do Aeroporto Macaé (RJ), o único do País que tem base offshore operando com duas pistas, administrado pela Zurich Airport Brasil, que registrou neste primeiro semestre de 2026 a maior movimentação de passageiros em operações offshore desde o início da concessão em 2020.
Em 2025, o aeroporto recebeu investimentos de R$ 220 milhões ampliando a capacidade operacional e reforçando o suporte à demanda de trabalhadores que atuam no setor.