O protagonismo de dois jogadores campistas em duas grandes epopeias brasileiras

Campos 24 Horas – (Por Paulo Renato Pinto Porto) – As duas primeiras grandes epopeias que abriram o caminho de inúmeras glórias do futebol brasileiro tiveram dois ilustres campistas como protagonistas.

Na fria Suécia, o simbolismo do gesto de Didi, ao apanhar a bola no fundo da rede após o gol dos suecos, na Copa de 1958, e caminhar em direção ao centro do campo, ao mesmo tempo em que exortava seus companheiros à reação, foram imagens que correram o mundo e valem mais que mil palavras.

Reforçavam a altivez e o espírito de liderança que, ao lado de sua primorosa técnica, elegância e genialidade, levou o Príncipe Etíope, como assim o denominou Nelson Rodrigues, a se tornar o maior jogador daquele Mundial, eleito pela maioria dos jornalistas que cobriram o evento.

E com um Brasil consagrado campeão.

Quatro anos depois, foi a vez de Amarildo, outro papa-goiaba. No Chile, durante a Copa de 1962, debaixo da Cordilheira dos Andes, alçado à condição de titular com a contusão de Pelé, o garoto criado nas divisões de base do Goytacaz, então com seus 23 anos, não se intimidou. Muito pelo contrário, desafiou as adversidades e chamou para si a responsabilidade.

Não só desbravou as defesas adversárias, como fez gols importantes e decisivos com necessárias frieza e personalidade.

Na Copa que teve Garrincha como rei, Amarildo, o Possesso, outra criação do cronista e dramaturgo, foi outro campista que brilhou, reluzente.

E com um Brasil gloriosamente bicampeão!