Campos: seis policiais são presos por entrada de drogas e celulares em presídios

Campos 24 Horas – (Vídeo ao final das informações) – Atualizada às 10h14 – Policiais civis, militares e agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ) deflagraram, nesta quinta-feira (07), mais uma fase da “Operação Clausura”, que investiga um esquema criminoso envolvendo policiais penais, tráfico de drogas e a entrada clandestina de celulares em presídios de Campos. Seis policiais penais e outras seis pessoas foram presos.

Segundo o Ministério Público, foram expedidos 12 mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra seis policiais penais e outras seis pessoas apontadas como integrantes da organização criminosa. As ordens judiciais são cumpridas nas unidades prisionais Dalton Crespo de Castro e Carlos Tinoco da Fonseca, além de endereços em Campos, Rio de Janeiro, Rio das Ostras, Casimiro de Abreu, Duque de Caxias e Cabo Frio.

As investigações tiveram início após o assassinato do ex-policial penal Marcelo Aparecido de Lima (veja AQUI), executado a tiros em abril de 2025, no Parque Santa Clara, em Campos. De acordo com o GAECO e a Polícia Civil, a análise dos celulares da vítima revelou a existência de uma estrutura criminosa organizada, com divisão de funções e atuação dentro do sistema prisional.

Marcelo havia sido expulso da corporação após uma investigação anterior do próprio GAECO apontar seu envolvimento em práticas criminosas dentro das unidades prisionais. A apuração atual indica que sua morte teria sido cometida por integrantes de uma facção criminosa.

Conforme o Ministério Público, os policiais penais denunciados utilizavam as prerrogativas dos cargos para facilitar a entrada de drogas e aparelhos celulares nos presídios, recebendo vantagens financeiras e parte dos lucros obtidos com a comercialização ilegal dos materiais entre os detentos.

Ainda segundo a investigação, quatro suspeitos — um deles já preso — seriam responsáveis pelo abastecimento da rede criminosa, enquanto outros dois custodiados atuavam no fracionamento das drogas e na venda dos entorpecentes e celulares dentro das unidades.

Além das prisões preventivas, a 3ª Vara Criminal de Campos determinou o afastamento dos policiais penais das funções públicas e a suspensão do porte de armas de fogo dos investigados.

Redação Campos 24 Horas com informações do MPRJ

 
 
 
 
 
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