Postado por Fabiano Venancio – O complexo do Porto do Açu caminha para superar um dos maiores entraves à sua expansão, justamente os gargalos de transporte e logística, com investimentos de quase R$ 24 bilhões com a implantação da EF-118, uma das maiores estruturas ferroviárias do País. O edital de renovação da concessão para as obras, que deverão ter início em 2026 e gerar cerca de 5 mil empregos, deve sair ainda este mês de agosto, segundo o ministro Renan Filho, que considerou o projeto prioritário no Ministério dos Transportes. O Campos 24 Horas mostra nesta matéria a importância do novo corretor de tráfego ferroviário.
“A renovação da Ferrovia Centro-Atlântica está bem avançada. Eles fizeram uma nova proposta que melhora um pouco os termos da proposta anterior. Então, há condições de tomar uma decisão nos próximos dias. Eu acredito que o mês de agosto será o limite para uma tomada de decisão”, afirmou o ministro, durante evento que reuniu fundos de investimentos em São Paulo.
O novo corretor de tráfego ferroviário irá interligar o Açu, em São João da Barra, ao Porto de Anchieta (ES), passando também pelo futuro Porto Central, em Presidente Kennedy (ES).
De Anchieta, se estenderá até Santa Leopoldina (ES). De lá, o transporte para Minas Gerais será feito pela Estrada de Ferro Vitória Minas (EFVM).
Há ainda o Trecho Sul, com cerca de 325 km, conectando o Porto do Açu a Nova Iguaçu, que deverá ser executado como investimento adicional, caso acionado pelo governo federal.
Este trajeto prevê a utilização de trechos de ramais existentes da Ferrovia Centro-Atlântica, passado por Campos, Dores de Macabu, Quissamã, Carapebus, Macaé, Rio Dourado, Casemiro de Abreu, Silva Jardim, Rio Bonito, Tanguá e Itaboraí até chegar ao Arco Metropolitano na Baixada Fluminense, principal corredor de tráfego com destino ao Porto de Itaguaí.
A estrada de ferro é controlada pela controlada pela VLI, que tem a Vale S.A. e o fundo da Brookfield como maiores acionistas.
O contrato vence em 2026, e a negociação prevê a extensão da vigência por mais 30 anos.
Serão construídos túneis, pontes ferroviárias e ferroviárias ao longo dos trechos do ramal ferroviário.
A nova ligação ferroviária tem como principal objetivo reduzir os impactos dos gargalos do transporte de cargas no Porto do Açu e outros terminais e centros de produção.
Também visa melhor desempenho da logística, ampliando a capacidade e a segurança do transporte com potencial para escoar até 15 milhões de toneladas de cargas, incluindo grãos, combustíveis, insumos agrícolas e minério de ferro.
Na operação, a velocidade dos trens na ferrovia será de 65 km, com previsão de quatro viagens por dia, compostas de duas locomotivas com 172 vagões cada.