Wladimir alerta para risco de colapso viário após protesto de caminhoneiros

 

(Veja vídeo ao final das informações) – Na manhã desta quarta-feira (4), caminhoneiros realizaram uma manifestação contra a restrição ao tráfego de veículos com mais de quatro eixos no perímetro urbano de Campos. O protesto percorreu a Avenida 28 de Março e seguiu até a sede da Prefeitura. 

A medida, que entrou em vigor na última segunda-feira (2), proíbe a circulação de carretas pesadas nas principais vias urbanas, como forma de preservar o pavimento e garantir maior segurança no trânsito. No entanto, a decisão gerou grande insatisfação entre transportadores, especialmente os que atuam no acesso ao Porto do Açu.

Em vídeo divulgado nesta quarta, o prefeito Wladimir Garotinho defendeu a medida e alertou para o risco estrutural em diversas vias da cidade. “A Beira-Valão está cedendo, vai acabar caindo dentro do canal. Aquilo não foi feito para suportar carretas de 50 a 70 toneladas. A cidade está toda quebrada, as vias estão cedendo”, afirmou.

Wladimir também cobrou publicamente o Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Rio de Janeiro (DER-RJ), responsável pela RJ-238, a Estrada dos Ceramistas. “O DER precisa liberar a estrada, ao menos no sistema pare e siga. Eles não cumpriram o acordo de liberar a via e também não fizeram o recapeamento prometido”, disse o prefeito.

Na semana passada, moradores da Chatuba, no Parque Aurora, já haviam realizado protestos contra o tráfego intenso de caminhões pesados em ruas residenciais, que passaram a ser utilizadas como rotas alternativas após a restrição no centro.

Segundo Wladimir, a decisão de restringir o tráfego no perímetro urbano foi aprovada pela Câmara Municipal e baseada em critérios técnicos de mobilidade urbana, segurança viária e preservação do pavimento. “É uma medida necessária para preservar vidas e a infraestrutura da cidade”, afirmou.

Por outro lado, o DER divulgou nota reiterando seu compromisso com a melhoria da infraestrutura viária da região. O órgão estadual reconheceu a importância logística da Estrada dos Ceramistas e se disse aberto ao diálogo para buscar soluções que minimizem os impactos à população e ao setor produtivo.