Eleição de governador: Prefeitos Welbert e Wladimir podem entrar no páreo

Postado por Fabiano Venancio – Depois do deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil), pré-candidato ao governo estadual com apoio do governador Cláudio Castro (PL), o prefeito de Campos, Wladimir Garotinho (PP), admitiu em recente entrevista que também pode entrar no páreo da sucessão de 2026. Os dois líderes dos maiores grupos de Campos parece que não vão se aliar para eleição de governador, inclusive Wladimir falou sobre Bacellar essa semana. Agora, foi a vez do prefeito de Macaé, Welbert Rezende (Cidadania), ter seu nome cogitado por importantes aliados na disputa de governador do ano que vem. Em contato com o Campos 24 Horas, o vice-presidente estadual do Cidadania e coordenador político do partido, Jayme Novo Muniz, porém, garante que a iniciativa não partiu de Welbert, mas de lideranças como o ex-prefeito de Duque de Caxias e ex-deputado José Camilo Zito.

“O nome do prefeito tem sido lembrado por correligionários como Zito, que recentemente se filiou ao partido, assim como o Renan Massari, segundo colocado nas eleições para prefeito em Resende, além de outros filiados que cogitaram esta possibilidade, pelos índices de aprovação do governo e do trabalho do Welbert no desenvolvimento econômico e na segurança do município. Porém, destaco: a iniciativa não partiu do prefeito, mas de correligionários mais antigos e novos do partido”, frisou.

Jayme, também secretário de Mobilidade Urbana de Macaé, ressaltou ainda que Welbert, como presidente estadual do Cidadania, está mesmo é preocupado em fortalecer o partido no estado a fim de escapar das restrições da cláusula de barreira nas próximas eleições.

“No plano estadual é um partido médio, mas em âmbito nacional se trata de um partido ainda pequeno. Aí mesmo em Campos, onde já tivemos Rafael Diniz e Sérgio Mendes, precisamos também fortalecer a sigla”, explicou Jayme.

O jogo da sucessão está sendo jogado a cada lance. O último foi o caminho aberto para Rodrigo Bacellar pavimentar sua candidatura, quando a Assembleia Legislativa (Alerj) aprovou por ampla maioria o nome do vice-governador Thiago Pampolha (MDB) como conselheiro do Tribunal de Contas da União (TCE-RJ).

A engenharia política em prol de Bacellar como pré-candidato governista inclui também a promessa do governador Cláudio Castro (PL) em renunciar ao cargo para disputar uma vaga no Senado.
Com a renúncia de Castro e a nomeação de Pampolha no TCE, Bacellar concorrerá ao Palácio Guanabara sentado na cadeira de governador, desejo  já confidenciado a aliados.

PARCERIA DIFÍCIL ENTRE WLADIMIR E BACELLAR – Com relação a Wladimir, embora não tenha descartado nenhuma possibilidade, inclusive de disputar o governo estadual ou vir como vice e ainda retornar a Brasília como deputado federal, o prefeito de Campos considera ainda prematuro arriscar prognósticos em torno da sucessão. 

Mas se permitiu expressar sua posição e uma avaliação sobre as potencialidades eleitorais de seu adversário em Campos. “Não vou apoiar Rodrigo Bacellar e digo que ele não tem votos para vir como candidato a governador”, sentenciou.