Policial militar da ativa executou delator do PCC em aeroporto de SP, diz Corregedoria

A Corregedoria da Polícia Militar do Estado de São Paulo prendeu nesta quinta-feira (16) um policial militar da ativa suspeito de ter matado o empresário Vinícius Gritzbach, delator do PCC executado no ano passado no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.(leia mais abaixo)

Gritzbach era acusado de envolvimento em esquemas de lavagem de dinheiro para a facção criminosa. Na delação premiada assinada com o Ministério Público, ele entregou o nome de pessoas ligadas ao PCC e também acusou policiais de corrupção.(leia mais abaixo)

A prisão nesta quinta é parte de uma operação que mirou policiais militares suspeitos de vazar informações sigilosas para favorecer criminosos. Outros 12 PMs também foram presos e há mandados de prisão contra outros dois.(leia mais abaixo)

O secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, afirmou que a operação mostra que a corporação não admite desvios de conduta.(leia mais abaixo)

“Nada vai ficar sem a devida resposta. A operação de hoje mostra que a Polícia Militar não admite desvios de conduta. Estamos atacando o crime organizado em diferentes frentes”, disse.(leia mais abaixo)

Até a última atualização desta reportagem, não havia detalhes sobre como era a atuação no esquema junto ao PCC do PM preso pela morte de Gritzbach. Também não estava claro se ele era um dos policiais contratados por Gritzbach para fazer sua escolta particular.(leia mais abaixo)

Vazamento de informações
A investigação começou após uma denúncia anônima recebida em março do ano passado sobre vazamentos de informações sigilosas que favoreciam criminosos ligados à facção. O objetivo era evitar prisões e prejuízos financeiros do grupo criminoso.(leia mais abaixo)

A apuração inicial evoluiu para um Inquérito Policial Militar instaurado em outubro. Segundo a Corregedoria, informações estratégicas eram vazadas por policiais militares da ativa e da reserva.(leia mais abaixo)

Um dos beneficiados era Gritzbach, que usava PMs em sua escolta privada, caracterizando a integração de agentes à organização criminosa.(leia mais abaixo)

Cronologia da investigação
Abril de 2024 – a Corregedoria da PM instaura um inquérito para apurar o envolvimento de policiais com o crime organizado. A denúncia dava conta de que PMs faziam segurança e também passavam informações sigilosas para os criminosos.(leia mais abaixo)

Outubro de 2024 – Uma nova denúncia chega à Corregedoria. Fotos mostravam PMs fazendo escolta para Vinícius Gritzbach durante uma audiência no Fórum da Barra Funda.(leia mais abaixo)

8 de novembro de 2024 – Gritzbach é assassinado no aeroporto em Guarulhos. PMs que faziam a escolta dele são detidos e têm os celulares apreendidos.(leia mais abaixo)

A Corregedoria da PM começa, então, a cruzar as informações e descobre que os policiais faziam parte de uma rede de proteção do PCC. Eles passavam informações para que os criminosos pudessem se antecipar às ações da polícia.
Dessa forma, a Corregedoria chegou a um dos executores de Gritzbach. Pela quebra do sigilo telefônico, descobriram que ele esteve na cena do crime. Depois, fizeram um minucioso trabalho de reconhecimento, ouvindo testemunhas que viram o homem durante a fuga.(leia mais abaixo)

Execução de Gritzbach – Câmeras de segurança do aeroporto gravaram o assassinato de Gritzabach, cometido por homens encapuzados usando fuzis, que fugiram em seguida.(leia mais abaixo)

Um motorista por aplicativo que estava ali no local acabou sendo atingido por um dos disparos e também morreu.
Dois suspeitos de participarem da execução foram presos dias depois por uma força-tarefa criada pelo governo paulista para investigar o caso.

Fonte: g1