Após bater recorde de R$ 6,30 por volta das 10h10 desta quinta-feira (19), o dólar passou a operar em queda. A redução do valor da moeda americana só foi possível graças a dois leilões de dólar realizados pelo Banco Central do Brasil (BC) para aumentar a oferta da moeda no país e conter a desvalorização do real.(leia mais abaixo)
O primeiro leilão, por volta das 9h30, vendeu US$ 3 bilhões, mas não foi suficiente para conter a alta. O BC, então, anunciou um segundo leilão, de mais US$ 5 bilhões, para as 10h35. Pouco antes de 12h, a moeda americana passou a operar abaixo dos R$ 6,20.(leia mais abaixo)
O presidente do BC, Roberto Campos Neto, avaliou que houve uma saída extraordinária de recursos do país neste fim de ano, por isso a instituição resolveu intervir com leilões de venda de dólares.(leia mais abaixo)
O foco do mercado segue no cenário fiscal. Nesta quarta-feira, relator de um dos projetos do pacote de corte de gastos do governo federal na Câmara dos Deputados apresentou seus pareceres para que os textos sejam votados na Casa.(leia mais abaixo)
O problema é que houve uma “desidratação” de algumas medidas — ou seja, amenizou alguns pontos no texto que podem resultar em uma contenção das despesas públicas menor que o esperado.(leia mais abaixo)
Investidores acompanham de perto o desenrolar das propostas que compõem o pacote de corte de gastos e há um temor de que as medidas anunciadas não sejam suficientes para equilibrar as contas públicas e conter o avanço das despesas do governo.(leia mais abaixo)
Há expectativas de que mais medidas do pacote sejam votadas nesta quinta.(leia mais abaixo)
Além do cenário fiscal, o mercado repercute, também, o relatório de inflação do BC. A instituição admitiu oficialmente que a meta de inflação, em 2024, será descumprida novamente, pelo terceiro ano seguido.(leia mais abaixo)
A meta para 2024 era de 3% e poderia oscilar entre 1,50% e 4,50% para ser considerada formalmente cumprida.
Fonte: g1