
O juiz Adones Henrique Ambrósio Vieira pediu a quebra de sigilo telefônico dos aparelhos apreendidos no inquérito policial do estudante de medicina Carlos Eduardo Aquino Cardoso, de 32 anos, acusado de atropelar e matar sua própria mãe Eliana Lima Tavares, de 59, fato ocorrido no dia 28 de outubro (AQUI), em Campos. (Leia mais abaixo)
Ainda na decisão, a Justiça marcou para o próximo dia 12 de dezembro, às 13h, o julgamento de instrução do caso, após a denúncia feita pelo Ministério Público contra Carlos Eduardo. Leia mais sobre o caso abaixo:
MÃE E FILHA AGREDIDAS POR 10 ANOS- “As agressões do meu irmão contra minha mãe acontecem desde a minha adolescência. Na verdade, antes da minha adolescência eu ainda uma criança, ele é oito anos mais velho que eu. Então eu ainda não entendia no começo o que estava acontecendo, mas eu sabia que eu precisava pedir ajuda. O meu pai sempre trabalhou como representante farmacêutico, então ele viajava praticamente toda semana, ele passava dois três dias fora de casa e ficava eu, o meu irmão e a minha mãe. Então, duas mulheres com ele, que sempre se aproveitou disso para conseguir manipular a minha mãe. Ele se aproveitava que estava sozinho comigo e com ela e aí tentava tirar as coisas dela, falava de forma grotesca e qualquer não que ele ouvia já era motivo para uma agressão, já era motivo para uma violência e aí eu comecei a entrar, eu sempre entrei em atrito com ele”, disse em um dos trechos da entrevista. (leia mais abaixo)
AGRESSÕES CONTRA A IRMÃ – “Ele começou a me agredir porque eu via o que ele fazia e eu não conseguia ficar quieta. mesmo sendo muito menor eu dava o meu jeito, eu entrava na frente, eu batia de volta. Eu falava: para você bater nela, você vai ter que bater em mim primeiro. Nessa época ele tinha seus 17 e eu nove anos de idade”. (Leia mais abaixo)
DENÚNCIAS NA POLÍCIA – “Eu me lembro de com 10, 11 anos de idade já ia à delegacia sozinha, desesperada, chorando, pedindo ajuda, porque é eu não sabia, eu era uma criança. Eu ainda não estava entendendo que estava acontecendo, mas a medida que eu fui crescendo e fui tomando ainda mais consciência, eu percebi que não podia ficar assim e ninguém conseguia parar ele porque começou a ficar forte. Ele começou a trabalhar até com fisiculturismo e ele era imparável. Ele se sentia o Hulk, ele quebrava tudo que tinha pela frente, ele falava que enfrentava qualquer um. E a gente ia até à polícia. Eu cheguei a denunciar diversas vezes e todas as vezes que eu cheguei à delegacia sozinha foi assim praticamente impossível para não dizer impossível completar uma denúncia. (leia mais abaixo)
REAÇÃO DA MÃE – “Ela tinha esperança que ele fosse melhorar. Ela tinha muito amor pelo filho. Você imagina gerar uma criança, cuidar, criar e, ao passar o tempo, esse amor se transformou num medo porque ela percebia violência. Só que ela era vítima, ela sempre teve medo, e ela não tinha que fazer. Ela era uma mulher sendo agredida por um homem maior, mais forte, com mais voz, que era mais ouvido pela sociedade”. (Leia mais abaixo)
O VÍDEO DAS AGRESSÕES – “Sobre quando e porquê eu decidi gravar esse vídeo (da agressão), depois de recorrer à delegacia, depois de recorrer a justiça, depois de tentar inúmeras vezes a minha opção era expor na internet”. (leia mais abaixo)
PAI TAMBÉM TINHA MEDO – “Meu pai também era vítima porque eles entraram em um estado de, assim, eu não posso dizer não para você, senão você vai me bater, você vai quebrar o que eu tenho. Era um medo constante, e não só agressão física, mas de destruição de bens materiais. Ele chegou a quebrar o carro da minha mãe duas vezes, inúmeros celulares. Ele já quebrou um celular meu, inclusive o meu carro. Depois a gente vender todos os nossos bens, meu pai vendeu todos os bens que ele tinha para pagar Faculdade de Medicina que ele fez. ele quebrou até o meu carro porque dei (o veículo) para o meu pai trabalhar. Meu pai não tinha como trabalhar mais porque estava devendo muito ao banco. Não tinha mais o que fazer e aí vendeu o carro”