Domingos Brazão admite no STF que conhecia miliciano

Acusado pela Procuradoria Geral de República de ser um dos mandantes da morte da vereadora Marielle Franco, o conselheiro Domingos Brazão disse, em seu segundo dia de depoimento no Supremo Tribunal Federal (STF) que conhecia um miliciano de Rio das Pedras que foi preso em uma operação do MP.(leia mais abaixo)

No depoimento, o conselheiro do TCE disse que frequentava comunidades, não apenas Rio das Pedras, mas que tinha medo dessa relação com traficantes e milicianos.(leia mais abaixo)

“Se eu falar que nunca tive medo é mentira. Mas tem que visitar. Não pode abandonar as pessoas. Minha família se preocupava, mas eles não se metem com autoridades”, afirmou o conselheiro do TCE, em depoimento por videoconferência.(leia mais abaixo)

Domingos Brazão voltou a depor nesta quarta-feira (23) na audiência do STF. Nesta terça-feira, o depoimento foi interrompido após duas horas de relatos sobre o caso.(leia mais abaixo)

Brazão responde a perguntas do promotor Olavo Pezzotti, representante da PGR na audiência.(leia mais abaixo)

Brazão contou quando conheceu Marcus Vinícius Reis dos Santos, o Fininho, da milícia de Rio das Pedras e que foi preso em operação do Ministério Público estadual.

“Se me perguntar quantas vezes estive com o Marcus Vinícius eu posso dizer que foram muitas. Lógico que ele não aparecia todas as vezes em Rio das Pedras. Ele com certeza votou em mim. Eles (os moradores) ficaram muito gratos à gente pelas melhorias que fizemos no local. Agora, que me preocupou, sempre me preocupou”, relatou o conselheiro.(leia mais abaixo)

Na audiência desta terça, Brazão disse que não conhecia pessoalmente Ronnie Lessa — o assassino confesso da vereadora — e que só o viu pela televisão.(leia mais abaixo)

“Nunca vi esse senhor. A primeira vez que vi a imagem do Ronnie Lessa, me parece que foi no IML, no dia que ele foi preso”.(leia mais abaixo)

Domingos Brazão se emocionou novamente e desabafou sobre as acusações da Procuradoria Geral da República que responde de ser o mandante da morte da vereadora Marielle.(leia mais abaixo)

“Eu preferia ter morrido no lugar da Marielle. Ele tá destruindo a minha família. Que tipo de gente faz isso? O senhor acha que ia ter coragem de levar e envolver meu irmão nisso? É claro que a família da Marielle sofre, mas ele poderia ter me matado. Eu não sei como ele (Ronnie Lessa) dorme”.(leia mais abaixo)

Ele contou que já perdeu 26 quilos em 7 meses de prisão e disse não acreditar no que está acontecendo.
“A gente duvida até de Deus. Não entendo por que estou preso por envolvimento com pessoas que não conheço. Estou perdendo a minha vida aqui sem ter a oportunidade de me defender. Uma vírgula muda uma sentença. O maior alvo da CPI das Milícias (em 2008) foi o Cristiano Girão. Aí em 2010, 2011, o pessoal começa a ser preso, denunciado. Período em que começa um certo encolhimento da milícia”, afirmou o conselheiro do TCE.(leia mais abaixo)

Interrogados pelo STF
Os depoimentos começaram na segunda-feira (21). O primeiro a ser ouvido foi o seu irmão, o deputado federal Chiquinho Brazão (sem partido)(leia mais abaixo)

Como o irmão, Domingos se emocionou logo no início do relato ao STF ao lembrar da família. O deputado Chiquinho acompanhava o depoimento de Domingos, por videoconferência, e também foi às lágrimas ao ver o irmão em prantos.(leia mais abaixo)

No primeiro dia de relato ao falar da família, Chiquinho Brazão chorou. No segundo dia contou que nunca se interessou em receber denúncias contra facções criminosas. Ele respondeu às perguntas dos assistentes de acusação e dos advogados de defesa dele e dos outros réus.(leia mais abaixo)

“Caso de polícia eu nunca tratei. Eu nunca me interessei. A Marielle também corria desses assuntos. Tenho família que frequenta Jacarepaguá. Não quero saber o que é milícia ou o que é tráfico”, disse.(leia mais abaixo)

deputado depôs por videoconferência, direto do presídio federal de Campo Grande (MS).(leia mais abaixo)

Chiquinho Brazão falou ainda que Marielle era uma pessoa muito amável:
“Fizeram uma maldade muito grande com ela. Marielle sempre foi minha amiga. Era uma vereadora muito amável e com quem a gente tinha uma boa relação. Ela (Marielle) sempre foi muito respeitosa e carinhosa”, disse Chiquinho Brazão(leia mais abaixo)

O depoimento de Domingos Brazão segue a mesma estrutura da audiência do seu irmão: o desembargador Airton Vieira, que conduz a sessão, faz perguntas e depois repassa para perguntas do representante da Procuradoria Geral da República, o promotor Olavo Pezzotti.(leia mais abaixo)

A seguir são as assistentes de acusação que representam as famílias de Marielle e de Anderson. Depois, os advogados dos outros quatro réus fazem questionamentos a Domingos Brazão.

Fonte: G1