Morre Denílson, o Rei Zulu, campista que brilhou no Flu

O futebol está de luto. Morreu nesta terça-feira (01), no Rio de Janeiro, aos 81 anos, o ex-volante Denílson, que jogou no Fluminense, nas décadas de 1960/70 e também disputou a Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra. Denílson também foi treinador do Goytacaz nos anos 80.

Denilson perdeu a última batalha em sua luta contra o câncer. Uma delas ele venceu, na ação movida na Justiça contra o plano de saúde Geap, quando o ex-jogador ganhou o direito de continuar o seu tratamento assistido por uma “home care”.(Leia mais abaixo)

Já em estado debilitado pela doença, o Rei Zulu ficou com as funções motora e de fala comprometidos pelo AVC que sofreu durante uma cirurgia por conta da doença terminal.(Leia mais abaixo)

Liberado para voltar para casa, ele ficou restrito ao leito e precisou ser assistido por visitas periódicas de médico e de enfermeiro. O plano também tinha negado o fornecimento do equipamento necessário para o tratamento do paciente.
Denilson Custódio, que não chegou a jogar em times de Campos, saiu ainda criança com a família para morar no Rio de Janeiro, onde fez um teste no Madureira. Aprovado, passou a treinar no clube, mas deixou-o depois de brigar com a diretoria devido a salários atrasados.(Leia mais abaixo)

Tentou a sorte no Fluminense, em 1960, de maneira pouco convencional: o porteiro do clube inicialmente barrou sua entrada, mas depois liberou-o, e ele foi direto falar com o técnico do profissional, Zezé Moreira. “Seu Zezé, eu sou jogador de futebol e quero treinar aqui”, disparou. Zezé acreditou no garoto e colocou-o para treinar com os juvenis.(Leia mais abaixo)

Algum tempo depois, Denílson foi definitivamente lançado no time de cima pelo técnico Tim, em 1964, no mesmo ano que o time conquistou o Campeonato Carioca. Conquistaria o estadual outras três vezes pelo Fluminense (1969, 1971 e 1973), além de três Taças Guanabara (1966, 1969 e 1971) e a Taça de Prata (1970). Disputou 435 partidas pelo Fluminense, com 199 vitórias, 11 empates e 125 derrotas, marcando dezessete gols.(Leia mais abaixo)

Denílson era apelidado de “Rei Zulu”, alcunha que ganhou do cronista Nelson Rodrigues, e de “Cacique de Ramos” pelo locutor Waldir Amaral por ser frequentador das rodas de samba do famoso bloco carnavalesco carioca.(Leia mais abaixo)

Com seus quase 1,90m de altura, seu estilo era defensivo e, por isso é considerado o primeiro cabeça-de-área do Brasil. Ele se considerava apenas um destruidor, mas o técnico Telê Santana incentivou-o, em 1969, a treinar passes de média distância e o volante passou a se destacar no fundamento.(Leia mais abaixo)

No final de carreira, jogou ainda pelo Rio Negro (AM) e Vitória (BA).