O influenciador Vitor Vieira Belarmino, indiciado pela Polícia Civil como o motorista responsável pela morte Fábio Toshiro Kikuta, continua foragido. Ele teve a sua prisão temporária decretada pela Justiça neste domingo (14). De acordo com as investigações, Belarmino estava dirigindo em alta velocidade, possivelmente sob efeito de bebida alcoólica, quando atingiu a vítima na Avenida Lúcio Costa, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio, no último sábado. (Leia mais abaixo)
Uma testemunha contou que viu o momento em que o casal foi cruzar a avenida, e chegou a diminuir a velocidade para que eles atravessassem. Ela narra que, logo em seguida, ouviu um “barulho forte” e viu que Kikuta tinha sido atropelado. Na ocasião, a BMW estava com a capota aberta. (Leia mais abaixo)
De acordo com o relato, o corpo da vítima foi projetado para dentro do conversível. A testemunha contou que viu Kikuta ser retirado do veículo pelos passageiros, enquanto o carro ainda estava em movimento. Depois que o corpo caiu no chão, eles teriam fugido, conta a testemunha. A vítima morreu no local. (Leia mais abaixo)
A BMW foi encontrada na garagem de Belarmino, com manchas de vinho e uma taça quebrada em seu interior. O carro estava com o para-brisa quebrado, a frente destruída e com manchas de sangue. (Leia mais abaixo)
Vítima tinha se casado no sábado
Kikuta casou-se em um sítio na Ilha de Guaratiba, também na Zona Oeste. Em uma das fotos do casamento, aparece emocionado vendo a noiva ler os votos. A cerimônia estava sendo filmada desde os preparativos. Nas redes sociais, há registros da noiva se preparando e até o momento em que eles enchem uma torre de taças de champagne. (Leia mais abaixo)
Após a festa, o casal foi para o hotel CDesign passar a lua de mel. Eles teriam deixado as malas no quarto e saído em direção à praia. Eles estavam atravessando a rua quando Kikuta foi atingido. (Leia mais abaixo)
‘Fortes indícios’
Cinco mulheres que estavam no carro no momento do acidente também foram ouvidas pelos investigadores. (Leia mais abaixo)
Na decisão pela prisão temporária, a juíza Flávia Fernandes de Melo afirmou que “há fortes indícios quanto à autoria e materialidade do delito”. Ela também pontuou que a prisão é imprescindível para “assegurar a conclusão das investigações em sede policial”.