O PT lança mão da experiência de um veterano de seguidas batalhas eleitorais para voltar a ter representação na Câmara Municipal de Campos nestas eleições em outubro. A tarefa de construir uma nominata de peso foi entregue ao professor Luciano D’Ângelo Carneiro, depois de um longo tempo afastado do diretório local, bem como da organização e montagem de estratégias nas disputar eleitorais do partido como fizera em outras eleições na década de 1990. Em entrevista ao Campos 24 Horas dentro da série de publicações do site a respeito das eleições deste ano no município, D’ Angelo diz que o partido tem desde pré-candidaturas já testadas em outras eleições como a ex-vereadora Odisseia de Carvalho, além de lideranças como os sindicalistas Elaine Leão e Tezeu Bezera; o secretário de Comunicação do partido, Gilberto Gomes; o ex-reitor da Uenf, Raul Palacio; o professor do IFF, Décio Guimarães; o servidor da universidade, Cristiano Maciel, entre outros. Ele comenta também sobre a possibilidade do partido lançar a deputada Carla Machado na disputa pela Prefeitura de Campos. Vale ressaltar que houve a criação de uma federação partidária entre os partidos PT, PC do B e PV desde 2022. (leia mais abaixo)
“Voltei para conversar com os companheiros do PT e fiz até críticas pelo fato de o partido estar há várias gestões sem uma representação na Câmara. Então, me lançaram este desafio quando falei sobre a possibilidade de se montar uma estratégia para uma campanha de poucos recursos. No plano local, o PT não tem o poder ou uma máquina nas mãos, muito menos grandes doações de recursos como os partidos de centro direita”, disse. (leia mais abaixo)
“A ideia, então, é construir uma nominata sem vereadores com mandato ou mesmo aqueles candidatos pesos-pesados com alguma vinculação com estruturas de poder local. Assim, a estratégia é lançar mais candidatos com capacidade de fazer 500, 600 ou 700 votos, outros com previsão de fazer bem mais. A nominata está completinha e estou bastante animado”, comentou D’ Ângelo. (leia mais abaixo)
As projeções apontam para que o partido eleja entre um e dois candidatos à Câmara. Se o candidato a prefeitura foi muito bem na disputa, as estimativas aumentam para até três cadeiras. (leia mais abaixo)
Luciano D Ângelo lembra que a última vez que o PT elegeu dois vereadores sob sua coordenação foi em 1996 com o petroleiro Antônio Carlos Rangel e o professor José Carlos Fontes. Na ocasião, D’Ângelo foi candidato a prefeito, como também em 1992. “Precisamos melhorar o nível dos debates na Câmara, que hoje me parece muito fraca”. (leia mais abaixo)
Mas o partido também teve representação na Câmara com Ivete Marins, Odisseia Carvalho e Marcão Gomes. (leia mais abaixo)
O ex-diretor do IFF observou também que, embora o PT seja o segundo partido com maior volume de recursos do Fundo Eleitoral (R$ 604 milhões), abaixo apenas do PL (com R$ 863 milhões), “os recursos que chegam à uma campanha para vereador são escassos”. (leia mais abaixo)
“Basta pegar os quase 5.700 municípios no Brasil, multiplicar por 26 candidatos em cada município e veremos que não há como o partido abastecer as campanhas na proporcional”, raciocinou. (leia mais abaixo)
CARLA MACHADO – Sobre a candidatura na eleição majoritária, Luciano D Ângelo pondera que não há nenhuma norma na legislação que impeça a deputada Carla Machado de concorrer, ao mesmo tempo em que defende uma tese sobre o espirito da legislação e a aplicação da letra fria da lei. (leia mais abaixo)
“Estamos na expectativa do resultado de uma consulta jurídica. Mas não há uma lei que proíba candidato que tenha sido prefeito de concorrer à prefeitura num município vizinho, apenas uma jurisprudência dos tribunais, que não deveria, a meu ver, alcançar a Carla que deixou a prefeitura de São João da Barra há dois anos para disputar uma eleição de deputada. Não houve uma mobilização de recursos para a prática de uma esperteza por parte dela, como estratégia para um golpe eleitoral ou continuísmo na política local ao sair da prefeitura de um município para o outro. Não foi o caso dela”, afirmou ao Campos 24 Horas. (leia mais abaixo)
Ainda na avaliação de Luciano, a política no plano nacional vai exercer uma influência maior nas eleições municipais deste ano, bem mais do que nas disputas anteriores.