Postado por Fabiano Venancio – Vencer o desafio do transporte público de passageiros, que tem problemas há décadas em Campos. Levantamento da reportagem do Campos 24 Horas mostra que o governo Wladimir Garotinho poder levar o município a dar um salto de qualidade a partir do segundo semestre deste ano com a implementação de um pacote de medidas que inclui a construção de três terminais integrados de passageiros e a aquisição de 350 veículos, através do PAC Seleções do governo federal, a um custo de R$ 500 milhões, com, inclusive, a aquisição de ônibus elétricos. O Campos 24 Horas mostra ainda como será o processo de bilhetagem eletrônica e as opiniões do presidente do Instituto Municipal de Trânsito e Transportes (IMTT), Nélson Godá, e do empresário do setor, José Maria Junior. (leia mais abaixo)
O projeto está entre as obras reivindicadas por Campos ao governo federal, pleito reforçado durante encontro entre o prefeito Wladimir Garotinho (PP) e o secretário especial de Assuntos Federativos da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, André Ceciliano. O documento contempla aquisição de ônibus, micro-ônibus e ainda ônibus elétricos. (leia mais abaixo)
Dois terminais de integração — os de Donana e do Parque Canaã (próximo a Travessão) — já se encontram em fase de conclusão. As obras do terminal de Ururaí devem ser iniciadas nos próximos dias. Os custos dos três terminais são da ordem de R$ 15 milhões. (leia mais abaixo)
Os ônibus que partem da área central deixarão os passageiros nestes terminais integrados. A partir dali, o transporte dos passageiros serão feitos por vans e microônibus nos seus distritos, bairros e localidades. (leia mais abaixo)
BILHETAGEM – No projeto estão inseridos estudos sobre subsídios do óleo diesel e da gratuidade dos bilhetes, assim como uma compensação às empresas que operam em regiões de pouca densidade populacional, cuja operacionalidade as empresas alegam ser economicamente inviável pela baixo quantitativo de passageiros. (leia mais abaixo)
O processo de bilhetagem eletrônica para mensurar com precisão o percentual de gratuidade, principal reclamação dos concessionários, está em fase de licitação. (leia mais abaixo)
PRESIDENTE DO IMTT E OS DESAFIOAS DO SETOR – A Câmara de Vereadores realizou este ano uma audiência pública para debater a questão do transporte público no município. Na ocasião, o presidente do Instituto Municipal de Trânsito e Transportes (IMTT), Nélson Godá, classificou como um “grande desafio” a tarefa da melhoria do transporte público em Campos. (leia mais abaixo)
“É um grande desafio porque recebemos o sistema muito esfacelado e com muitas dificuldades. Mas estamos adotando um conjunto de ações, e o sistema está se reerguendo, embora a gente reconheça que ainda há muito a melhorar, e essa melhora virá com outras medidas que iremos tomar ainda este ano”, disse. (leia mais abaixo)
Godá destacou também o subsídio do óleo diesel para as empresas, projeto do gabinete do prefeito e aprovado pela Câmara. “Algumas empresas estavam em situação falimentar, outras já conseguiram regularizar pendências trabalhistas com seus funcionários, graças ao subsídio”. (leia mais abaixo)
O presidente do IMTT reconhece que as empresas, que já andavam mal das pernas, entraram em situação de quase insolvência com a pandemia. (leia mais abaixo)
EMPRESÁRIO OPINA – O empresário José Maria Junior considera que o subsídio do diesel ajudou as empresas, mas ainda não é suficiente. Segundo ele, a tarifa do passageiro não sustenta a modalidade. (leia mais abaixo)
“Em Campos já tivemos mais de 300 ônibus, hoje não temos nem a metade dessa frota. Eram 14 empresas, hoje são apenas 5 em operação. De 2015 até hoje, houve uma queda de movimento de 70%, ou seja, hoje carregamos em torno de 30% do que antes transportávamos de passageiros”. E acrescentou: (leia mais abaixo)
“Os custos aumentaram muito. Para termos um transporte de qualidade Campos seria necessário uma tarifa em torno de R$ 7,00 ou R$ 8,00, o que seria inviável para os passageiros”. (leia mais abaixo)
O setor aponta que um dos motivos da crise é a quantidade de gratuidades, em torno de 50%. Além da gratuidade, outras razões apontadas estão a concorrência com o transporte ilegal, as chamadas “lotadas”, e o transporte por aplicativos. (leia mais abaixo)
VEREADOR ANALISA TRANSPORTE – O vereador Juninho Virgílio também reconheceu a necessidade de melhoras no sistema e lembrou ainda que o governo Wladimir repassa R$ 3,6 milhões mensais às empresas como subsídio às empresas para completar o custo da tarifa. (leia mais abaixo)
Já o estudante de Políticas Sociais da Uenf, José Vítor Frutuoso, questionou a dificuldade de acesso ao transporte no município, diante da falta de itinerários e horários disponíveis.