Cláudio Castro diz que não compareceu a ato bolsonarista para evitar desgastes com o STF

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), disse ao seu entorno que foi aconselhado a não participar do ato que reuniu milhares de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, no domingo, para evitar desgastes com o Supremo Tribunal Federal (STF). O governador foi um dos nove que não compareceram a evento na Paulista, entre os 13 convidados. Castro é investigado pela Polícia Federal por suspeita de envolvimento em um esquema de corrupção e, por isso, estaria tentando manter um bom relacionamento com o Judiciário.(Leia mais abaixo)

Oficialmente, Castro alegou ter uma viagem a Portugal, para onde embarcou na última sexta-feira. Procurada, a assessoria do governador disse que ele ficará no país até amanhã, quando participará de uma feira de turismo.(Leia mais abaixo)

A ausência ocorre em meio a acenos do governador fluminense à mais alta Corte do país. Na semana passada, por exemplo, ele esteve na posse do ministro Flávio Dino, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (STF).(Leia mais abaixo)

Em dezembro do ano passado, o ministro Raul Araújo, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), determinou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Castro no âmbito da Operação Sétimo Mandamento.(Leia mais abaixo)

Na ocasião, a PF apreendeu R$ 128 mil e US$ 7.535 na casa do irmão do governador, Vinícius Sarciá Rocha.(Leia mais abaixo)

Também foram encontradas anotações e planilhas com nomes, valores e porcentagens.(Leia mais abaixo)

Quando as apurações da PF começaram, Sarciá trabalhava na Fundação Leão XII, que administrava contratos sob investigação. Na operação que quebrou seus sigilos, Castro afirmou que a ação não trazia “nenhum novo fato à investigação”, “que não há nada contra ele, nenhuma prova” e que recebia a quebra com “tranquilidade”.

Fonte: Extra