Preso por injúria racial contra funcionários de hotel

Por Tatiana Freire – Um gaúcho de 55 anos foi preso em flagrante, em Campos, depois de praticar injúria racial contra dois funcionários de um hotel, no Parque Rodoviário. Os insultos, que começaram com “neguinha, você tem que me atender. Você está aqui para me servir”, ganharam proporcção ao ponto dele perguntar ao colega de trabalho da vítima se “não tem uma coleira para colocar nele, porque é típico de gente dessa raça”. As vítimas são uma garçonete e um segurança do estabelecimento. O crime aconteceu no final da noite da última sexta-feira (19). O Campos 24 Horas obteve um vídeo em que o acusado aparece fazendo gestos para as vítimas e o advogado. Veja ao final da página. (Leia mais abaixo)

Em depoimento na 134ª DP/Centro, a garçonete contou que o autor do crime, hóspede do hotel, chegou ao bar acompanhado de um amigo, pediu duas cervejas, e se dirigiu a ela de forma desrespeitosa. Diante do tratamento, ela então se negou a atendê-lo, ele se levantou, foi até ela e seguiu com as injúrias: “volte para a cozinha”. (Leia mais abaixo)

O segurança do hotel foi acionado e, chegando ao bar, o suspeito, alterado, o chamou. O funcionário pediu que ele viesse ao seu encontro, momento em que o suspeito disse “tá bom, sai!” e permaneceu bebendo no local. Depois de pagar a conta, o suspeito questinou ao recepcionista o porquê de ter chamado o segurança e retomou as agressões, dizendo: “bota a coleira nele, se quer ir lá fora comigo brigar. Isso é típico da sua raça”. (Leia mais abaixo)

Outro hóspede do hotel, que estava esperando seu jantar, testemunhou o crime ocorrido e confirmou que além de chamar a garçonete de “neguinha”, o suspeito ainda a fez trocar a cerveja por várias vezes. (Leia mais abaixo)

À Polícia Civil, o suspeito negou todas as denúnicias. A versão dele, em depoimento, é de que a garçonete o atendeu mal. Negou que a tenha chamado de “neguinha” e se defendeu dizendo que tudo não passou de “uma história montada pelo advogado, que chegou depois e não presenciou nada”. Ele ainda disse que nenhuma das testemunhas – que na delegacia confirmaram o ocorrido – estava no local onde tudo aconteceu. Mas, em contradição, contou ao agente ter sido ameçado pelo segurança e por uma das testemunhas. (Leia mais abaixo)

O gaúcho foi preso em flagrante, responderá criminalmente por injúria racial, crime inafiançável e imprescritível, cuja pena varia de dois a cinco anos de reclusão. Ele permanece à disposição da Justiça. VEJA VÍDEO:

 
 
 
 
 
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