As sessões da Câmara de Vereadores de Campos voltaram a ser conturbadas. Logo nos primeiros 10 minutos, a sessão plenária ordinária desta quarta-feira (25) alcançou nível de tensão total. Após anúncio da presidência da Casa sobre a negativa do recurso interposto por vereadores da situação para impedir o arquivamento das CPIs da Enel e da Arteris Fluminense, o líder da base governista, Álvaro Oliveira, denunciou desrespeito ao Regimento Interno e sugeriu que todos os demais vereadores da situação deixassem a plenária, sendo prontamente atendido. Para aumentar o clima de tensão, o vereador Cabo Alonsimar e o assessor de um vereador de oposição bateram bota na saída da Câmara e teria ocorrido uma agressão. A Câmara informou que vai analisar as imagens das câmeras de segurança e o caso teria sido levado à 134ª DP/Centro. (Leia mais abaixo)
Em seu discurso, Álvaro elencou diversos desrespeitos ao regimento interno, sendo o principal deles o fato de o presidente da Câmara, Marquinho Bacellar, não ter levado o recurso – assinado pelos vereadores Juninho Virgílio, Alonsimar, Silvinho Martins e Álvaro Oliveira – para deliberação na plenária desta quarta-feira (25). (Leia mais abaixo)
“Ao analisar a pauta da sessão ordinária de hoje, ficamos surpresos com a não inclusão dos recursos interpostos nos autos. Isso é um total desrespeito ao Regimento Interno desta Casa. Caso o Regimento Interno fosse respeitado, deveria ser obedecido o rito dos artigos 280 e 281 do Regimento Interno. O recurso deveria ser obrigatoriamente incluído na pauta ordinária de hoje para deliberação do plenário”, disse Álvaro. (Leia mais abaixo)
Ele ainda complementou esclarecendo que os artigos citados estipulam prazos e que estes não foram cumpridos pelo presidente da Câmara. “Sendo assim, declaro obstrução à presente sessão ordinária, sugerindo aos pares da base do Governo que se retirem do plenário”, liderou Oliveira. (Leia mais abaixo)
Justificativa da oposição
O vereador oposicionista, Maicon Cruz, defendeu seu grupo, alegando os motivos pelos quais as três CPIs que estavam na fila de instauração da Casa de Leis perderam seus objetos. “A de Diego Dias saiu da fila porque ele deixou essa Casa, não é mais vereador. A da Enel, de Álvaro Oliveira saiu da fila porque essa é uma investigação de competência do estado e já está em andamento na Alerj. E a da Arteris saiu da fila porque se trata de uma rodovia federal e, portanto, deve ser investigada por deputados federais e não por vereadores”, justificou. (Leia mais abaixo)
Ele ainda explicou que a Câmara só pode ter duas CPIs em andamento por vez. E anunciou que além da CPI da Educação, que já teve seus membros definidos, a próxima CPI a ser proposta pelo grupo de oposição deve ser da Saúde.