(Assista ao vídeo no final da matéria) – Através de suas redes sociais, o prefeito de Campos, Wladimir Garotinho, demonstrou indignação e prestou apoio à Maria Júlia Eccard, coordenadora do CentroPop, que denunciou ter sido agredida por seguranças da Câmara de Vereadores durante a confusão instaurada momentos antes do início da audiência pública sobre desordem urbana, na última sexta-feira (20). O prefeito foi enfático ao dizer que “Isso não vai ficar assim!”. (Leia mais abaixo)
Maju, como é chamada entre os colegas de trabalho, denunciou as agressões na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), no dia do ocorrido. Ela e outra suposta vítima registraram ocorrência por lesão corporal. As investigações estão em andamento. A unidade policial já solicitou à Casa de Leis as imagens do dia do fato e a qualificação dos seguranças para oitiva dos envolvidos. (Leia mais abaixo)
Em vídeo postado na sua rede social, Wladimir informou que o Ministério Público também será acionado. “Algumas pessoas me pediram para não gravar. Mas, eu não consigo ficar em silencio depois das fotos que eu recebi de Maju com várias marcas roxas pelo corpo, depois da agressão que ela sofreu numa audiência pública na Câmara de Vereadores. Maju é funcionária da Prefeitura. Ela estava inscrita para falar na audiência púbica, e foi agredida por funcionários da Câmara. Maju, conte com meu apoio, meu carinho. Isso não vai ficar assim. Nós vamos acionar o Ministério Público. Você já prestou depoimento e eu tenho certeza de que as medidas serão tomadas”, disse Wladimir. (Leia mais abaixo)
Ele ainda complementou dizendo que “infelizmente esse grupo de pessoas tem essa mania de agredir e atacar mulheres. Minha esposa já foi vítima de agressão verbal e psicológica. Minha mãe também já foi vítima de agressão verbal e psicológica. E agora você (foi vítima) de agressão verbal e física por este grupo de pessoas. Conte com meu apoio e minha solidariedade”, falou o prefeito. (Leia mais abaixo)
O ocorrido
Ainda durante a confusão na Câmara de Vereadores, na última sexta-feira (20), Maria Julia falou com a equipe do Campos 24 horas, narrando o que havia acontecido. (Leia mais abaixo)
“Fui ali fora pegar os usuários, que são pessoas em situação de rua, para participar da audiência pública com voz, porque nós fomos convocados para estar aqui e dar o direito de resposta aos deputados e aos vereadores pelo trabalho que a gente desenvolve dentro do CentroPop. E um segurança fechou o portão em mim, me machucou, me silenciou, agrediu uma mulher e não me deixou entrar com os moradores de rua. Isso é inadmissível. Se é a casa do povo e o povo não está aqui dentro, não faz sentido ter essa audiência pública. Estamos aqui pra debater a cidade, a desordem. Mas desordem é o que acontece aqui dentro quando os vereadores não são comprometidos com as lutas do povo”, denunciou Maria Júlia.