(Atualização às 12h57) – As famílias das seis vítimas de afogamento na lagoa atrás do novo Complexo Esportivo do Americano, no Km 8, na área de Guarus, em Campos, acionaram judicialmente o clube e a Imbeg – empresa responsável pela obra no local. As vítimas morreram em dois incidentes distintos: um em 20 de fevereiro de 2023 e o outro em 23 de fevereiro de 2021, ambos no período de carnaval. O caso mais recente vitimou quatro pessoas da mesma família e comoveu toda a cidade. Juntas, as indenizações requeridas nas três ações impetradas somam R$ 4,5 milhões. O Americano enviou nota ao Campos 24 Horas sobre o caso(veja ao final da página). (Leia mais abaixo)
Em entrevista ao Campos 24 Horas, o advogado dos parentes das vítimas, Carlos Sampaio, afirma que o local não é uma lagoa de fato, teria sido escavado pela Imbeg enquanto as obras estavam em andamento no local e, sem a devida continuidade, se transformou num ponto de acúmulo de água da chuva, passando a ser utilizado pela população como local de banho em dias de calor. (Leia mais abaixo)
“Eles abriram a grota e deixaram o buraco lá, assumindo qualquer risco diante do que viria a acontecer. Apesar de a área pertencer ao Americano e fazer parte da obra do Complexo Esportivo do Clube, não há restrição de acesso à lagoa. Área essa que, sequer, é murada. A responsabilidade pelas mortes está caracterizada. As famílias das vítimas têm que ser indenizadas por esta séria negligência, que resultou na morte de seis pessoas em dois episódios diferentes”, defendeu Carlos Sampaio. (Leia mais abaixo)
A equipe de reportagem tentou contato com a Imbeg Engenharia através de todos os telefones disponibilizados no site da construtora, sem sucesso. Então, encaminhou e-mail pedindo esclarecimentos através do espaço disponibilizado no próprio site, mas até esta publicação não obteve resposta. (Leia mais abaixo)
Ainda de acordo com o advogado das partes autoras, depois das mortes, a empresa e o Americano teriam tomado a iniciativa de drenar a água do local. “Mas essa é uma medida paliativa. Basta chover para que a área volte a encher, mantendo o risco de fazer novas vítimas”, avaliou o advogado. (Leia mais abaixo)
As mortes – Em 20 de fevereiro deste ano, quatro pessoas da mesma família morreram: Yossi Arthur da Cruz Gaspar, de 3 anos; a mãe dele, Érica Marta da Cruz Silva, 42 anos; Cacilma da Cruz Silva, de 55 anos, mãe de Érica e avó de Yossi; Sérgio Nascimento Pessanha, de 60 anos, amigo da família; e a quinta vítima, identificada à época apenas como Guilherme. (Leia mais abaixo)
Segundo populares, a primeira pessoa que se afogou teria gritado por socorro e as demais tentaram ajudá-la. Todas as cinco morreram. De acordo com o advogado, em alguns pontos a lagoa tem seis metros de profundidade e, em outros, muita lama. (Leia mais abaixo)
A primeira morte no local aconteceu em 23 de fevereiro de 2021. Jeferson Peixoto da Silva estaria sozinho no momento do incidente. O corpo dele foi encontrado no mesmo dia, por pessoas que chegaram para tomar banho no local. (Leia mais abaixo)
NOTA DO AMERICANO – Prefacialmente, o Americano Futebol Clube, como não poderia ser diferente, se solidariza aos familiares pela perdas. Vale registrar que o Americano não teve conhecimento de demanda judicial, eis que não foi citada judicialmente, para tanto.
Todavia, atento as indagações jornalisticas, não cabe responsabilidade alguma por parte do Americano, nem de qualquer integrante da diretoria, no infortúnio, por diversas razões. Explico:
Em primeiro lugar, pq a área foi invadida por transeuntes locais e o clube não possui área pública pra banho .
A área em comento se refere a valas de ascensão natural do subsolo e/ou águas pluviais, que ficam nos fundos da sede do clube.
Neste cenário, vez que se trata de área rural cercada com arames farpados e que foram ilegalmente invadidas por municípes locais é forçoso concluir que assumiram quaisquer risco ao abrir a cancela e adentrar na propriedade do clube, invadiram propriedade privada sem autorização o que é crime tipificado no código civil é absolutamente irresponsável imputar qualquer responsabilidade neste sentido, sendo caso clássico de “culpa exclusiva das vítimas”