novas lideranças

A eleição de 2024 se aproxima, e os partidos miram estratégias para o pleito do próximo ano com o trabalho de garimpagem de novas lideranças que emergem nas comunidades de Campos, a fim de eleger bancadas representativas na Câmara de Vereadores. Um dos requisitos que podem alçar uma dessas lideranças como candidato competitivo a uma cadeira no Legislativo é o seu desempenho como cabo eleitoral nas últimas eleições na campanha um vereador, deputado estadual ou federal. Cabo eleitoral é o assessor encarregado de obter votos para certo partido ou candidato. (Leia mais abaixo)

 Outro fator pode ser a identidade da liderança emergente com a comunidade onde nasceu e mora, além do seu trabalho de ação comunitária em prol dos moradores do bairro. Lideranças partidárias analisam também os índices de renovação no Legislativo, o que aumenta as possibilidades de êxito desses debutantes nas urnas. “Ter mandato não é segurança de reeleição”, afirma uma das lideranças. (Leia mais abaixo)

 Nas últimas eleições, a taxa de renovação na Câmara foi de nada menos que 84%. Dos 25 vereadores, apenas quatro conseguiram se reeleger, casos de Abdu Neme (Avante), Igor Pereira (SD), Silvinho Martins (MDB) e Fred Machado (Cidadania). (Leia mais abaixo) 

 Essas novas lideranças emergentes como Juninho Jubiraca ou Vitinho, ambos do Parque Eldorado, e Thiago Seixas, pré-candidatos com forte presença em bairros de Guarus, vão se defrontar com lideranças de presença já consolidada no cenário político local como o recordista de mandatos Abdu Neme (Avante), entre outros campeões de votos da atual legislatura. (Leia mais abaixo)

 Outras lideranças debutantes na disputa pelo voto é o também empresário Paulo Cothé, que desenvolve um trabalho comunitário em Guarus com a organização não governamental Corrente do Bem. Tanto Cothé quanto Juninho, Vitinho e Thiago têm traços comuns: são jovens empreendedores, na faixa entre 30 e 40 anos. (Leia mais abaixo)

 “O eleitor busca esta renovação. E nós não podemos decepcionar porque somos uma geração que tem a chance de transformar esta realidade. A nós cabe fazer essa diferença”, disse Paulo Cothé.  (Leia mais abaixo)

 Há também outros novos nomes com presença administrativa no governo, entre eles os subsecretários de Saúde e de Desenvolvimento Humano e Social, médico Marcos Gonçalves (Maninho), e Grazielle Gonçalves (Grazi), respectivamente. 

 Grazielle, inclusive, está a frente do Restaurante Popular. Quando o local foi fechado no governo Rafael Diniz, ela liderava um grupo que distribuía café e pão para pessoas em condição de vulnerabilidade social. (Leia mais abaixo)

 Também despontam como caras novas entre pré-candidatos o secretário de Educação, Ciência e Tecnologia, Marcelo Feres; o de Governo, Ângelo Rafael; o de Agricultura, Pecuária e Pesca, Almy Junior. (Leia mais abaixo)

 O grupo do deputado federal Caio Vianna (PSD) e do ex-prefeito Arnaldo Vianna aposta também na renovação com algumas lideranças jovens. Na eleição passada, o PDT, que estava à época sob comando dos Viannas, fez três vereadores: Leon Gomes, Marquinho do Transporte e Luciano Rio Lu.  (Leia mais abaixo)

Leon Gomes, hoje presidente da Fundação Municipal da Infância e da Juventude, no entanto, rompeu com Caio, e hoje é presidente do PDT, enquanto o deputado se transferiu para o PSD.   (Leia mais abaixo)

 Entre as ações estratégicas de alguns partidos está a realização de encontros regionais pelo município para atrair essas novas lideranças. Alguns deles inclusive tentam captar lideranças femininas que tenham potencial de votos. (Leia mais abaixo)

A intenção é fazer com que a nominata seja competitiva e ainda atender às exigências legais no preenchimento das cotas de candidaturas femininas, mas com cuidados redobrados no sentido de evitar questionamentos judiciais que resultaram na tentativa de cassação de mandatos de vereadores, como aconteceu recentemente. (Leia mais abaixo)

 A cada ano eleitoral, ocorre a chamada “janela partidária”, um prazo de 30 dias para que parlamentares possam mudar de partido sem perder o mandato. Esse período acontece seis meses antes do pleito. Os vereadores só podem migrar de partido na janela destinada às eleições municipais, no caso, só em 2024.