A atriz Aracy Balabanian, a icônica Dona Armênia de “Rainha da Sucata” e a impagável Cassandra de “Sai de Baixo”, morreu na manhã desta segunda-feira (7), aos 83 anos. (leia mais abaixo)
Aracy estava internada na Clínica São Vicente, na Gávea, na Zona Sul do Rio de Janeiro, e lutava contra um câncer de pulmão. (leia mais abaixo)
Uma das últimas imagens de Aracy foi de um encontro com Claudia Raia e o filho, Luca, em uma visita ao Rio de Janeiro no mês passado. (leia mais abaixo)
Sul-matogrossense de ascendência armênia
Filha de imigrantes armênios, ela nasceu em 22 de fevereiro de 1940 em Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. (leia mais abaixo)
Aracy se reconheceu como atriz aos 12 anos de idade, já morando na cidade de São Paulo com a família. Ela foi levada pelas irmãs mais velhas para assistir a uma peça de Carlo Goldoni com a companhia de Maria Della Costa. (leia mais abaixo)
“Eu chorei muito. Estava emocionada porque era aquilo que eu queria. É muito difícil para uma criança de 12 anos, ainda mais naquela época, querer ser atriz e já perceber que ia ter muitas dificuldades”, disse Aracy ao Memória Globo. (leia mais abaixo)
Para realizar o sonho de estar nos palcos, a menina teve que driblar a rejeição do pai, que era contra a filha seguir a carreira. “Eu comecei numa época em que não era bonito fazer televisão, nem teatro”, lembrou. (leia mais abaixo)
Mas Aracy venceu a resistência em casa e, aos 14 anos, foi convidada por Augusto Boal — então diretor do Teatro de Arena — para um teste no Teatro Paulista do Estudante. (leia mais abaixo)
Ela passou, e o primeiro trabalho foi a peça ‘Almanjarra’, de Arthur Azevedo, que lhe valeu elogios dos críticos Décio de Almeida Prado e Sábato Magaldi. “Eles escreveram uma crítica que terminava dizendo: ‘Aracy Balabanian: guardem esse nome’. Eu fiquei possuída”. (leia mais abaixo)
Fez vestibular aos 18 anos para a Escola de Arte Dramática de São Paulo e para Ciências Sociais, na USP – este, atendendo ao desejo do pai. Aprovada em ambos, abandonou o último no terceiro ano para se dedicar totalmente ao teatro. (leia mais abaixo)
Participou de espetáculos encenados pelo Teatro Brasileiro de Comédia, o TBC – entre eles, ‘Os Ossos do Barão’, de Jorge Andrade, em 1963 – e integrou o elenco da primeira montagem no Brasil do musical ‘Hair,’ em 1969, dirigido por Ademar Guerra. (leia mais abaixo)
Bis de personagem
Aracy Balabanian deu vida a diversos personagens que ficaram marcados na memória do público. Entre eles estão Gabriela, do programa infantil “Vila Sésamo”, em 1973. (leia mais abaixo)
A atriz passou dois anos trabalhando na Rede Manchete. Lá, entre 1986 e 1988, ela integrou o elenco das novelas “Mania de Querer” e “Helena”. (leia mais abaixo)
A atriz voltou para a Globo em 1989, interpretando Maria Fromet em “Que Rei Sou Eu?”. (leia mais abaixo)
Em 1990, conquistou o país com a Dona Armênia, de “Rainha da Sucata”, mãe controladora de três filhos. Ela emprestou o sotaque e alguns costumes armênios da família à trama. O personagem fez tanto sucesso que voltou em “Deus nos Acuda”, de 1992. (leia mais abaixo)
“Minha mãe era uma mulher toda aplicada, mas nós tínhamos uma vizinha que falava muito alto, que se metia na vida de todo mundo. Então, eu fiz um pouco assim. Foi uma loucura o sucesso da personagem” (leia mais abaixo)
A atriz interpretou a manipuladora Filomena em “A Próxima Vítima”, de 1995. (leia mais abaixo)
A consagração veio também com Cassandra, em “Sai de Baixo”, de 1996. Ela vivia uma socialite decadente. (leia mais abaixo)
“Eu me vi fazendo uma coisa que é o sonho de todo ator: teatro e televisão, ao mesmo tempo. Só que era um espetáculo ensaiado em uma tarde”, contou Aracy ao Memória Globo. (leia mais abaixo)
O programa, exibido no domingo à noite, era gravado em um teatro com plateia e incorporava risos e improvisos do elenco.
Fonte: G1