Rodrigo no União e Wladimir no PP: Aproximação de Campos com Planalto

Postado por Fabiano Venancio – O deputado estadual Rodrigo Bacellar, presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), está de malas prontas para aportar no União Brasil. Rodrigo chega ao novo partido com pompa e circunstância, devendo assumir a secretaria geral da legenda com a missão de organizar o União no interior fluminense para as eleições municipais do ano que vem. A mudança de partido significará também uma estratégia que visa a aproximação das forças políticas de Campos junto ao Palácio do Planalto — além de Bacellar no União Brasil, o prefeito Wladimir Garotinho está se filiando ao PP, partido alinhado ao governo federal. (Leia mais abaixo)

Para variar, o novo presidente estadual da legenda, Antônio Rueda, é muito próximo do presidente da Câmara dos Deputados, o todo-poderoso Arthur Lira (PP), que tem influência decisiva na liberação de emendas parlamentares em Brasília. (Leia mais abaixo)

O reforço de Bacellar nos quadros do União mira também as eleições municipais do ano que vem. O presidente da Alerj tem forte influência política no interior do Estado, e esse potencial se somaria às ações do governador Cláudio Castro (PL) nos municípios. (Leia mais abaixo)

Com a saída de Bacellar do PL, o deputado campista deixa de dividir espaço com o deputado federal Altineu Cortes, presidente estadual da legenda. A decisão da saída de Bacellar do PL se deu numa conversa amistosa durante um almoço na semana passada com Altineu. (Leia mais abaixo)

DEPUTADOS E PREFEITOS – A ida de Bacellar para o União Brasil deve influenciar outros deputados e prefeitos a também migrarem para o partido, já que caberá ao parlamentar campista o papel de principal articulador da legenda nas eleições municipais do ano que vem. (Leia mais abaixo)

Como o desempenho numa eleição tem impacto direto na disputa dos próximos dois anos, a estratégia do União Brasil mira não apenas os preparativos para a eleição municipal de 2024, mas também com um olho na disputa eleitoral de 2026, onde Rodrigo Bacellar desponta como um dos nomes mais cotados à sucessão de Castro. (Leia mais abaixo)

Bacellar, inclusive, já começou a definir a distribuição de cargos e posições na nova estrutura do partido a homens de sua confiança, casos de Rafael Thompson, seu chefe de gabinete, e ainda Júlio Canelinha. (Leia mais abaixo)

Recursos para financiar as próximas campanhas políticas não é problema para o novo partido de Bacellar: dos R$ 4,9 bilhões do Fundo Eleitoral definido no ano passado, R$ 758 milhões (15%) vão para o União Brasil.  (Leia mais abaixo)

O União viveu recentemente uma crise interna no estado, com o então presidente estadual, Waguinho, disputando espaço como o grupo do deputado Márcio Canella. Assim, a direção nacional decidiu promover uma reconfiguração para pacificar a sigla no estado.  (Leia mais abaixo)

Em Campos, a legenda conta como filiados a ex-deputada Clarissa Garotinho, o atual deputado Bruno Dauaire, os vereadores Juninho Virgílio e Marcione da Farmácia.