Postado por Fabiano Venancio (Vídeo da entrevista ao final do texto) – Um intenso vai-e-vem de navios de grande porte compõe o cenário cotidiano do Porto do Açu, no quinto distrito de São João da Barra, onde cerca de 6 mil embarcações atracam ou zarpam por mês do maior terminal portuário privado da América do Sul. Para garantir a segurança do movimento de navegação, uma central de monitoramento opera para atender não apenas às atividades portuárias, mas também da comunidade em geral. O coordenador do Core, denominação da central de operações, André Ribeiro, recebeu as equipes de reportagem do site Campos 24 Horas e da TV 24 Horas. Ao jornalista Fabiano Venancio, o coordenador da central esmiuçou a rotina de atividades do setor. (Leia abaixo)
“Aqui nós monitoramos todos os acessos marítimos com apoio da equipe de VTS, um serviço da Marinha do Brasil, onde contamos com operadores trabalhando diuturnamente por 24 horas, dando segurança aos navegantes, com o monitoramento das ondas, as marés e a força dos ventos em todas as movimentações de embarcação nesta área de mais de 5 mil km quadrados”, disse. (Leia mais abaixo)
Nas telas, a central de monitoramento é abastecida de informações sobre as condições climáticas e dados em tempo real da velocidade do vento, altura de marés e das correntes marítimas. (Leia mais abaixo)
“São diversos sistemas espalhados ao longo do porto que vão alimentando essa equipe do VTS com dados reais. Além deste, temos um segundo sistema que utiliza esses dados em tempo real para fazer assertivas e previsões muito mais corretas que, além deste dado real, nos permite uma previsão até 72 horas muito mais eficiente e eficaz do que aquelas que a gente checou na internet, uma base de dados que a gente chama de modelo meteorológico, atualizado todos dias para oferecer um dado muito mais verídico do que está acontecendo aqui”. (Leia mais abaixo)
Mas o trabalho da central de monitoramento abrange também os 585.000 km² da retroárea do porto, onde as equipes monitoram também atividades terrestres. “Há campos espalhados na retroárea do porto, com equipes prontas para casos de emergência, como acidentes rodoviários e situações de riscos, desde derrames de óleo, resgates médicos e de vítimas na terra ou mar e todo tipo de situação que possa acontecer no porto”, acrescentou. (Leia mais abaixo)
Situações de risco nas águas costeiras recebem apoio da central de monitoramento. “Os mais comuns são pedidos de apoio de pescadores que às vezes passam mal em alto mar ou de tripulantes de navios que precisam ser resgatados, que por um outro motivo tiveram um problema de saúde”. (Leia mais abaixo)
Ainda segundo André Ribeiro, “há também casos de invasões da área, associado muitas vezes ao pescador numa situação de risco na frente de uma embarcação de grande porte, e nosso trabalho é o de também garantir a segurança deste pescador”. (Leia mais abaixo)
O coordenador faz um aviso aos navegantes. O alerta serve para pescadores ou pessoas que navegam em pequenas embarcações para que evitem acessar as proximidades do porto. (Leia mais abaixo)
“Pessoas em barcos de pequeno porte devem evitar acessar o porto porque uma embarcação de grande porte não vai enxergar um barco pesqueiro e pode colocar vida essas pessoas em risco. A gente até brinca que barco não tem freios. Então, nesta ou em outras situações, precisou de ajuda, está sem máquina ou sem combustível, chame a gente pelo rádio para que possamos ajudar”, instruiu. (Leia mais abaixo)
A central de operações do Core vai além do atendimento de pessoas que trabalham nas atividades do porto, mas também auxilia outras embarcações neste trecho do mar. “Se uma pessoa que esteja no mar que venha cair ou esteja perdida, a Marinha do Brasil pode solicitar ao VTS este apoio ao salva-mar que é um mecanismo de busca e resgate. Então, esta equipe vai atuar fazendo a comunicação com outras embarcações da região para tentar localizar aquela pessoa”, explicou. (Leia mais abaixo)
Há ainda outra situação em que as equipes do porto também intervêm para ajudar quem estiver em apuros. “É o caso de um navio que esteja cruzando o mar próximo ao porto com uma pessoa passando mal e pede para entrar no porto para que esta pessoa possa ser desembarcada e atendida. São situações comuns”. (Leia mais abaixo)
André Ribeiro relata ainda que outra situação corriqueira “é o caso de embarcações pequenas que saem pelo mar e às vezes acabam ficando sem combustível e solicitam abrigo no porto. Neste caso somos obrigadoss a comunicar à autoridade marítima que controla nossas atividades. E a gente vai aceitar que essa embarcação se abrigue no porto. Mas é importante que aquele que se lança ao mar numa situação de risco pode ser inclusive notificado pela Marinha do Brasil porque ele tem a obrigação de garantir a segurança da sua embarcação”. (Leia mais abaixo)
Outros acidentes comuns que abrange as responsabilidades da central de monitoramento do Porto do Açu são incêndios na região do quinto distrito de São João da Barra. (Leia mais abaixo)
“São muito comuns porque nós temos uma região muito seca e de pouca chuva, onde há grande incidência de focos de incêndio em vegetações propícias a estas situações. Alguns são acidentais, outros de origem desconhecida e, potencialmente até criminosas, com impactos que vão além do risco de pessoas circulando nas ruas, mas podem afetar as operações industriais do porto”. (Leia mais abaixo)
Outra situação rotineira são acidentes rodoviários nas rodovias da retroárea do porto. “Temos uma malha viária que carece de melhorias. Então nosso trabalho consiste em atender constantemente acidentes de pessoas do porto ou mesmo da comunidade em geral”, finalizou André. (Vídeo da entrevista abaixo)