Campista morto em atropelamento: ‘Se eu pudesse, eu me colocaria no lugar dele’, diz irmã

Miria, irmã de Marcos Vinicius Maciel Damasceno, o homem morto atropelado por um carro desgovernado em um posto de gasolina na Zona Oeste do Rio, deu um depoimento ao “Encontro com Patrícia Poeta” desta quarta-feira (31). Marcos era campista e morou muitos anos no bairro do Jockey Club. (leia mais abaixo)

Segundo Miria, o irmão gostava muito de ficar na porta da loja de conveniência do posto, que fica na Avenida Marechal Fontenelle, em Realengo. “Ele curtia o som dele, os amigos dele. A vida dele era assim, alegre, com os amigos”, contou. (leia mais abaixo)
 
A irmã disse ter questionado na delegacia por que Reinaldo da Silva Fernandes, que dirigia o veículo, foi liberado. Reinado usava uma tornozeleira eletrônica e, na hora da batida — por volta das 22h45 de domingo (28) — não poderia estar na rua. (leia mais abaixo)

“Ele [Reinaldo] se apresenta, dá o depoimento dele e vai embora. E ninguém pode fazer nada? Isso é revoltante! Ele tirou a vida de uma pessoa que só queria viver. Ele não tirou a vida de um marginal. Parece que arrancaram o coração de dentro do meu peito. Só Deus sabe o que eu estou passando nesse momento”, emendou. (leia mais abaixo)
 
O corpo de Marcus foi sepultado no Cemitério Jardim da Saudade Sulacap no início da tarde desta segunda (29). (leia mais abaixo)

O acidente 
Segundo a Polícia Militar, o veículo estava na Avenida Santa Cruz, em direção a Sulacap, quando perdeu o controle e invadiu o estabelecimento na Avenida Marechal Fontenelle. Reinaldo da Silva Fernandes e Fabrício Vinícius de Mendonça estavam no veículo desgovernado, que arrancou uma bomba de combustível e atingiu Marcos Vinicius Maciel Damasceno e Everaldo Marinho de Freitas. (leia mais abaixo)

Marcos chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Everaldo foi liberado no local. (leia mais abaixo)

Reinaldo e Fabrício foram ouvidos nesta segunda-feira (29), na 33ª DP (Realengo), pela delegada Camila Pegorim, e Reinaldo admitiu ter consumido álcool, mas disse que perdeu o controle do carro porque estava sendo perseguido. (leia mais abaixo)

É ele quem aparece saindo do carro com a tornozeleira. Ele estava em regime semiaberto, após uma condenação por roubo. (leia mais abaixo)
 
O que dizem as autoridades 
A Polícia Civil informou que os homens que estavam no carro sim foram liberados e vão responder em liberdade porque não havia mais flagrante nem mandado de prisão contra ele. Disse ainda que está ouvindo as testemunhas e analisando as imagens para tentar entender o que aconteceu — inclusive se o carro estava mesmo sendo perseguido, como alegou Reinaldo.
Sobre a denúncia de que o motorista com tornozeleira estava circulando fora do horário, a Secretaria de Administração Penitenciária informou que caberá à Justiça definir a punição. O motorista pode, por exemplo, perder o benefício de cumprir a pena em regime semiaberto.