Governo Wladimir/Frederico e as políticas sociais: ‘Foi um ano de muitos avanços’

(Vídeo da entrevista ao final do texto) Postado por Fabiano Venancio – Os resultados dos programas sociais e das ações do governo Wladimir Garotinho/Frederico Paes em socorro aos mais vulneráveis em 2022, num momento em que os problemas se acumulam em razão da crise social do país no pós-pandemia da Covid. Diante de muitas demandas, cabe ao secretário municipal de Desenvolvimento Humano e Social de Campos, Rodrigo Carvalho, sair às ruas com suas equipes e garantir acesso aos programas sociais. Nesta entrevista ao jornalista Fabiano Venancio, do Campos 24 Horas, o titular da pasta faz um balanço do ano, revela que Campos tem mais de 94 mil famílias no CadÚnico e destaca vários pontos das políticas públicas, das ações e dos programas sociais do governo municipal, a exemplo do retorno de um importante equipamento como o Restaurante Popular. A secretaria abrange a administração do conjunto dos programas sociais como o Cartão Goitacá, o Mãe Coruja, auxílio funeral, cestas básicas, o Bolsa Família, Social Mais Perto, Aluguel Social e emissão de documentos, entre outros. “Foi um ano de muitas vitórias e avanços”, disse. (leia abaixo)

RESTAURANTE POPULAR COMO UM MARCO – Para amenizar as condições dos mais vulneráveis, a reativação do Restaurante Popular Romílton Bárbara, em maio de 2021, foi um marco na atual gestão municipal. “Foi uma das metas de campanha do prefeito Wladimir Garotinho, que com o governador Cláudio castro formou uma dobradinha excelente junto com o deputado Bruno Dauaire. Hoje estamos batendo em torno de 1 milhão de refeições servidas em um ano e meio de atividades no restaurante”. (leia mais abaixo)

PORTA DE SAÍDA – O ditado chinês segundo o qual “é também preciso ensinar a pescar além de dar o peixe”, que traz à discussão uma porta de saída para os programas sociais, recebe contestação do secretário.  “Concordo que é preciso qualificar o beneficiário. Mas como fazer um curso se o cara não tem o que comer? É preciso um apoio, uma ajuda para que ele se levante e busque uma saída. É uma fala muito bonita, mas quem convive na prática no dia a dia sabe que não é bem assim que funciona”, pondera.   (leia mais abaixo)

Rodrigo sugeriu aos críticos de programas sociais uma visita ao Restaurantes Popular, no Centro de Campos.  “Parem um dia, façam uma visita ao Restaurante Popular e vejam pessoas ali que precisam se alimentar. Não se trata apenas de um programa de governo, mas um programa de vida que beneficia uma cadeia de pessoas que depende daquela pessoa estar bem alimentada e vai poder trabalhar de barriga cheia. Tem o caso daquela senhora aposentada que vem do interior e veio a cidade receber o seu salário mínimo, aquele dinheirinho contado, que será usado na compra de remédios e outros itens. O restaurante ajuda muito a quem precisa”, analisou. (leia mais abaixo)

OUTRO EQUIPAMENTO -Segundo ainda Rodrigo Carvalho, o governador Cláudio Castro já sinalizou que irá logo cumprir a promessa de abrir outro restaurante em Campos. “O local será entre o Fundão e o Parque Santa Helena para que possamos atender as pessoas que vem de Guarus”. (leia mais abaixo)

CAFÉ DO TRABALHADOR – O rol de programas destinados a amenizar a situação dos mais pobres inclui ainda o café da manhã na Estação Rodoviária Roberto Silveira. “Também conseguimos abrir o Café do Trabalhador. Foi um ano de muitas vitórias e avanços”, acrescenta. (leia mais abaixo)

OS REFLEXOS DA PANDEMIA – O secretário confirma que a pandemia fez aumentar a crise social com o agravamento das condições de vulnerabilidade da população mais carentes. “A vulnerabilidade social não só em Campos, mas no país como um todo tem se acentuado a cada dia que passa. Como reflexo da pandemia. Mas acredito que com o reaquecimento da economia, a recuperação das empresas e o retorno da oferta de empregos, o dinheiro volte circular e melhore a situação este ano”. (leia mais abaixo)

INSEGURANÇA ALIMENTAR – Rodrigo Carvalho afirma que, apesar dos números positivos na geração de vagas de emprego em Campos, os impactos ainda demoram a chegar nas camadas mais pobres da população. “Ainda não foi possível sentir estes reflexos na ponta porque a pandemia levou um baque muito grande à população, com a situação de insegurança alimentar que nunca esteve tão grave, atingindo pessoas que antes não haviam passado por esta situação. A crise econômica afeta todos os setores, mas o impacto é maior na área social. Você pode deixar de ir a um parque de diversões, uma praia ou outro lazer, mas deixar de comer não tem como”. (leia mais abaixo)

IMPACTOS – O secretário avalia que os reflexos da evolução da economia se dão de forma gradativa. “As famílias tiveram uma queda grande suas economias com a pandemia. Os milionários ficaram mais milionários, a classe alta virou classe média, enquanto o pobre ficou mais pobre ainda. As desigualdades se acentuaram muito”. (leia mais abaixo)

NÚMEROS CONFIRMAM – Os números não mentem quanto ao agravamento da crise social. “Em 2021 tínhamos 70 mil famílias inscritas no Cad Único. Hoje estamos batendo a marca de 94 mil inscritos. São pessoas em situação de pobreza e extrema pobreza. Porque o Cad é a porta de entrada de todos os benefícios não só municipais, mas estaduais e federais, como o Bolsa Família ou o Cartão Goitacá. O filtro de acesso a estes programas é o Cad Único”, explicou. (leia mais abaixo)

POPULAÇÃO DE RUA – A questão da população em situação de rua tem diminuído em Campos. “Houve uma redução da população vivendo nas ruas. Em comparação com 2020, último ano do governo anterior houve um aumento de 45% no atendimento à população de rua”. (leia mais abaixo)

Um dos primeiros atos do prefeito Wladimir Garotinho (sem partido) foi ir presencialmente às ruas junto com equipes da prefeitura conversar com as pessoas nesta situação, lembra Rodrigo. (leia mais abaixo)

“Conseguimos ampliar o atendimento nos abrigos que tiveram capacidade maior com oferta de comida de qualidade. Mas ainda assim há gente nas ruas porque as pessoas tem direito de ir e vir ou viver onde querem, por mais que se ofereça aconchego e condições. As pessoas tem aceitado tem regras nos abrigos, mas outros não. Até porque ali não se pode usar bebida alcoólica ou drogas. Muitos não aceitam ficar nos abrigos com essas regras disciplinares”. (leia mais abaixo)

Em Campos há um universo de 130 pessoas em situação de rua. “Mas o cenário já foi pior, admite o secretário. Esses números variam muito”. Geralmente, essas pessoas são encaminhadas para o Abrigo Manuel Cartucho ou a Casa de Passagem. (leia mais abaixo)

CONSULTÓRIO NA RUA – O apoio à população que vive nas ruas inclui o programa Consultório na Rua onde eles recebem atenção de assistentes sociais e técnicos de enfermagem. “O objetivo é recuperar essas pessoas. Se alguns não querem ir para o abrigo, vamos fazer um curativo naqueles que precisam, agendar um tratamento para os que tem vícios ou são dependentes químicos. É um problema social. Se não quiserem ir para o abrigo, nem assim nós não vamos abandonar as pessoas que precisam de ajuda”. (leia mais abaixo)

NÃO AO HIGIENISMO – Rodrigo Carvalho admite a pressão de setores da sociedade para a retirada forçada dos moradores de rua na área central de Campos. “Muitas pessoas pedem para enfiar essas pessoas num carro e levar para onde eles vieram ou qualquer outro lugar. Mas esta seria uma política higienista com a qual não concordamos de forma alguns”, descartou. (leia mais abaixo)

SOCIAL MAIS PERTO – Em razão da clientela dos programas sociais incluir pessoas mais simples do interior e com dificuldades de se locomover até a cidade, a Secretaria disponibilizou o programa Social Mais Perto que leva os serviços às localidades mais distantes com equipes multidisciplinares. (leia mais abaixo)

— O programa Social Mais Perto é um projeto que a gente criou e que está sendo um sucesso. Nós levemos num ônibus vários serviços de diferentes secretarias a localidades mais distantes onde as pessoas tem mais dificuldades ir ao Centro. Então levemos informações sobre o Cad Único, o CRAS, além de serviços específicos de atendimento ao idoso, às mulheres e às crianças.  Fazemos este trabalho de 15 em 15 dias às terças-feiras. Em Mata da Cruz, por exemplo, que fica a 60 km de Campos e a 20 km de Italva, havia um leque de pessoas que nem Cad Único tinham. (leia mais abaixo)

INFORMAÕES E SOLUÇÕES – O titular da pasta do Desenvolvimento Social conta ainda que levar informações e a busca de soluções são dois aspectos fundamentais na política social “Há pessoas que tem o perfil para ser incluído em programas sociais, mas por falta de informações deixa de ter acesso. Por não procurar o CRAS ou por falta de acesso às redes de informação acabam não por não tomar conhecimento de seus direitos.  (leia mais abaixo)

Em Farol, conta ainda Rodrigo Carvalho, “descobrimos que uma senhora estava com o BPC (Benefício de Prestação Continuada) bloqueado desde abril por algum problema. Quando fomos ver ela já tinha quase R$ 10 mil de saldo após desbloquearmos a sua conta. Isso me deixou muito feliz porque nossa missão é cuidar de pessoas, estar cada vez mais perto delas e buscar soluções para seus problemas”.  Veja vídeo da entrevista abaixo: