Grupo fez explosões em bancos no estado do Rio

Em três dias, quatro agências bancárias no estado do Rio foram alvos de criminosos que com explosivos tentavam acessar os cofres principais das unidades para ter acesso ao dinheiro. O mais recente aconteceu na madrugada desta segunda-feira (5) em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, em que foram atacadas uma unidade da Caixa Econômica Federal e uma do Banco do Brasil. Para o delegado titular da Delegacia de Roubos e Furtos, Luiz Henrique Marques, uma mesma quadrilha, que é de fora do estado do Rio, é o grupo por trás dos ataques, dado o nível de conhecimento específico necessário para a confecção dos explosivos. Para agir em território fluminense, o bando estaria se alinhando a criminosos que comandam a região ou o entorno de onde ocorrem as ações. (leia mais abaixo)

— Apesar de já ter recolhido muito material investigativo, a quadrilha não foi identificada. Temos razões para acreditar que é um especialista em explosivos, e que pede apoio para a operação às comunidades locais. Vem de fora e pede apoio às comunidades próximas, como aconteceu com o tráfico na região do Fonseca (Niterói) — salienta Marques. — A que tudo indica, da parte técnica, o especialista é o mesmo. As imagens se repetem. Todos eles com capuz, com todo o corpo tampado, e as imagens são poucas em razão da explosão. Todas as perícias são realizadas e dependemos de um erro do grupo para identificá-los.(leia mais abaixo)

Nesta madrugada, uma mulher em situação de rua dormia em uma das agências, alvo do grupo, quando foi surpreendida pelos criminosos. Ela acordou, ao acaso, para procurar por um banheiro, quando foi rendida pelos homens, que a mandaram ficar deitada. O filho dela foi surpreendido pela explosão e também foi rendido.(leia mais abaixo)

— Mandou a gente deitar. (Depois da explosão) Um pegou o cobertor do morador de rua pra botar os malotes deles. Deixou o cara sem cobertor. E depois acho que ele viu que os policiais estavam vindo, e meteram o pé, eles foram embora. Aí foram para o Banco do Brasil, fizeram um estrondo e foram embora — conta Fátima Jorgina Marques de Andrade. — Falaram assim “vou deixar uma moral para vocês” e eu falei assim “não quero moral não, só quero meu documento”. Eu não sei se está destruído, deve estar intacto porque não pegou fogo, mas está embaixo dos escombros. Eu olhei pra rua, tava cheio de homem, tudo de preto.(leia mais abaixo)

Ainda não há retorno sobre se foi levado algum valor durante a ação. As agências ficam na Rua Gessyr Gonçalves Fontes, próximo da Praça da Matriz, no centro da cidade.