Após perder três eleições, Caio Vianna mira Brasília, mas tem foco em Campos

(Vídeo da entrevista ao final desta publicação) – Apesar da pouca idade, aos 33 anos Caio Vianna (agora no PSD) quer conquistar uma cadeira de deputado federal. Já foi assessor parlamentar do pai, o ex-prefeito Arnaldo Vianna, quando este foi deputado federal, disputou e perdeu três eleições e foi também Secretário de Ciência e Tecnologia de Niterói. Formado em gestão pública e desenvolvedor de sistemas de computação, Caio disputa este ano uma nova eleição para deputado federal, depois de uma boa votação para a prefeitura de Campos, em 2020. Nesta entrevista ao Programa Radar 24 Horas, apresentado pelo jornalista Fabiano Venancio e veiculado nesta quarta-feira (27) nas plataformas digitais do site Campos 24 Horas, o pré-candidato se declara preparado para representar Campos e o Estado do Rio em Brasília e revela algumas de suas propostas. Na visão de Caio Vianna, o desenvolvimento regional passa pela criação de mecanismos para atrair empresas para Campos. Ele também destaca a importância da capacitação profissional com ênfase na geração de oportunidades de emprego na área da tecnologia. No campo da política, teceu críticas ao posicionamento do ex-governador Anthony Garotinho nos embates com o governador Cláudio Castro (PL). Na entrevista, Caio deixa claro que vai disputar a eleição para deputado federal, mas seu sonho maior mesmo ainda é ser prefeito de Campos. Em alguns momentos da entrevista, o jovem político se mostrou incomodado com algumas perguntas a respeito de processos judiciais que foram respondidos pelo seu pai por acusação de irregularidades na prefeitura de Campos. (leia mais abaixo)

— A vida é um processo de contínuo de aprendizado. Apesar da pouca idade, já tenho uma experiência de vários anos vendo meu pai atuando politicamente, sempre me superando e buscando o melhor. Hoje me sinto ainda mais preparado, me formei em gestão pública e sempre buscando mais conhecimentos com o objetivo de entregar resultados a população, afirmou Caio. (leia mais abaixo)

Em Brasília, caso seja eleito, Caio afirmou que vai mirar seu foco no desenvolvimento regional, na capacitação profissional e na geração de empregos com ênfase na área da tecnologia. “É o mercado que mais cresce e gera mais oportunidades de emprego”. (leia mais abaixo)

O pré-candidato destaca que hoje a tecnologia da informação é uma área que também paga bons salários e registra escassez de profissionais. “Entre as funções mais valorizadas estão a de gestor de tráfego, programador ou desenvolvedor de sistemas e engenheiro de dados. “É uma área em que quando se adquire formação técnica e conhecimento vai logo trabalhar porque o mercado de trabalho está disputando esta mão de obra qualificada”. (leia mais abaixo)

Em sua primeira oportunidade de contribuir, partiu de Caio a sugestão para que fosse implantado o Navegar é Preciso, um dos programas mais emblemáticos no governo do pai, que o pré-candidato destaca como sua maior referência.  (leia mais abaixo)

“Eu tinha uma rede de computadores e ficávamos com um grupo de amigos lá em casa, quando surgiu a ideia que passei ao meu pai para que fosse criado um programa de inclusão digital na prefeitura. O Navegar é Preciso surgiu ali e jamais poderia ter sido extinto como aconteceu em outros governos”, lembra.  “E hoje é mais fácil implantar programas de inclusão digital. Aquela época um computador e outros insumos eram muito mais caros”, acrescenta.  
O programa formou milhares de campistas e não poderia ter acabado. Precisamos discutir a sua volta para a capacitação de mão obra num setor que busca um perfil profissional qualificado, com as empresas gerando muitos empregos e salários muito acima da média”, arremata. (leia mais abaixo)

“Mesmo sem nunca ter exercido mandato eletivo, já entreguei bons resultados à população. Quando meu pai era prefeito eu ainda muito jovem ajudei criar outros programas que as pessoas sentem falta até hoje e que sofreram descontinuidade”, disse Caio, destacando outras ações que surgiram também por sua inspiração na gestão de Arnaldo, como o programa de escolinha de skate que abrigava mais de 2.500 crianças inscritas no Jardim São Benedito, Farol de São Thomé e Goytacazes. “Este projeto acabou. Quem perdeu com isso foi a população”. (leia mais abaixo)

Caio mira Brasília, mas seu sonho maior mesmo ainda é ser prefeito de Campos. “Não posso negar que meu sonho sempre foi esse”, destacando que em sua primeira experiência como candidato a prefeito, em 2016, obteve “votação surpreendente”, levando-se em conta as circunstâncias. (leia mais abaixo)

“Eu tinha apenas 26 anos, mas tinha como tenho até hoje comprometimento com um projeto para nossa cidade. Meu desejo transformar política de Campos, que a cada ano se mostra pior. O que temos visto são gestões ineficientes e desperdício do dinheiro público”. (leia mais abaixo)

 Aquela época, Caio não teve o apoio do pai. Arnaldo explicava seu desejo de ver o filho de volta aos estudos, se formar para só então depois pensar em política. “Ele precisa estuda. Eu antes de entrar para a política, estudei e me formei em medicina”, dizia. (leia mais abaixo)

No entanto, com a insistência e o desempenho de Caio, já formado em gestão pública, Arnaldo decidiu apoiá-lo em 2020.  A cada eleição nós temos aumentado nossa votação o que demonstra a credibilidade que a população tem dado ao nosso trabalho”, destacou. (leia mais abaixo)

Na visão de Caio Vianna, o desenvolvimento regional passa pela criação de mecanismo para atrair empresas para Campos, como o Fundecam (Fundo de Desenvolvimento de Campos). (leia mais abaixo)

“Este vai ser o meu maior papel. Trabalhar em Brasília para criar um ambiente favorável a atração de empresas para Campos. As Zonas Especiais Negócios podem absorver os impactos positivos Porto do Açu, uma ideia minha que o prefeito Wladimir Garotinho anunciou que vai implantar, mas se esqueceu porque nunca ouvi mais falar nisso. Campos deveria ser um polo logístico, outra vocação do município. Ficamos num eixo próximo a Minas, Rio de Janeiro e Espírito Santo, mas parece que falta mesmo vontade política e planejamento”. (leia mais abaixo)

Caio também falou de suas ações e a experiência como secretário em Niterói, assim como presidente local do PDT, quando dois vereadores do partido, Marquinhos do Transporte e Luciano Rio Lu, deixaram a bancada de apoio ao governo Wladimir para se somar a oposição. “Não sou dono mandato de ninguém, o que posso fazer é dialogar, as pessoas podem concordar ou não. O que houve foi uma orientação partidária contra aumento de impostos porque estava sendo prejudicial ao povo”. (leia mais abaixo)

Ainda no campo da política, teceu críticas ao posicionamento do ex-governador Anthony Garotinho (União Brasil), que considerou “imprudente”, nos embates com o governador Cláudio Castro (PL).  “Tem sido uma posição imprudente porque o governador tem ajudado o município o trazido obras e ações para Campos”, finalizou.  (Veja a entrevista n vídeo abaixo)