(Vídeo da entrevista ao final da publicação) – Ex-prefeito de São Fidélis por duas vezes, ex-presidente da Câmara do mesmo município, ex-Secretário de Obras de Campos e ex-Presidente da Associação dos Prefeitos RJ, Davi Loureiro (União Brasil), de 62 anos, pode entrar na disputa de mais uma eleição. Ele é pré-deputado estadual em sua segunda experiência rumo à Assembleia Legislativa (Alerj). Esta semana, Loureiro passou a contar com o apoio do vereador Juninho Virgílio (União Brasil), que recuou de sua pré-candidatura. Nesta entrevista ao Radar 24 Horas, programa veiculado nas plataformas digitais do site Campos 24 Horas e apresentado pelo jornalista Fabiano Venancio, Davi aposta em sua larga experiência de mais de 30 anos de vida pública, fala da lealdade junto ao casal de ex-governadores Garotinho e Rosinha e prega o espírito bairrista para o fortalecimento político regional. Ele também analisa a situação do deputado Bruno Dauaire no grupo Garotinho. Na última eleição que disputou para a Alerj, Davi somou quase 24 mil votos. (leia abaixo)
— Essa lealdade é uma questão de gratidão. Garotinho foi um governador que fez muito pelo interior, principalmente pela minha cidade. Nenhum prefeito fez mais por minha cidade do que eu, mas eu tive Garotinho e Rosinha ao meu lado como governadores. Garotinho fez a ponte de Pureza, que foi um sonho de todo fidelense. Foi uma obra importante, ligando o norte ao noroeste fluminense. Depois, a Rosinha fez a outra ligando o primeiro ao segundo distrito, era uma ponte ferroviária que foi transformada em ponte rodoviária. E muito mais: estrada em Colônia, asfalto em Valão dos Milagres, casas populares, escolas e quadras… (leia mais abaixo)
A lealdade ao casal Garotinho é, sobretudo, uma questão de gratidão. “Na hora da alegria e da tristeza, estou com eles. Garotinho ajudou a eleger muitos prefeitos, muitos se aproveitaram da popularidade dele e depois viraram as costas, o que não foi o meu caso. Devo muito a ele e Rosinha e, para mim, gratidão não prescreve”, disse. (leia mais abaixo)
Davi Loureiro contabiliza apoios e avalia as chances de o grupo emplacar pelo menos dois candidatos eleitos na Alerj nestas eleições. “Eu nunca fiz menos de 42% votos em São Fidelis. Na última foram mais de 9 mil votos, mais 5 mil em Campos. Estudei aqui, já morei no Cidade Luz, quando estudei no Colégio Agrícola e também na Lapa, antes de conhecer o Garotinho. Em Rio das Ostras, onde tem muitos fidelenses, obtive 800 votos; em Piabetá foram 500, tenho lá também amigos de São Fidélis, como em São Gonçalo tive boa votação. Além dos apoios no Norte/Noroeste. Acho que dá pra eleger Bruno Dauaire e Davi Loureiro no nosso grupo. Se o eleitor achar que o Bruno está fazendo um bom mandato, vai votar nele. Se achar que precisa de uma mudança, vai votar em mim”, analisou. (leia mais abaixo)
— Na eleição de 2010 era eu, Clarissa, Pudim e Roberto Henriques para deputado estadual. Portanto, quatro candidatos. Historicamente nosso grupo tem feito sempre em torno de 60 mil mil votos para a Alerj. Se foi mantido essa marca, com dois candidatos do grupo, temos condições de eleger no mínimo dois deputados — projetou. (leia mais abaixo)
As estratégias para a eleição de pelo menos dois representantes do grupo foram definidas há pouco mais de um mês. “Wladimir chegou a definir três pré-candidatos. Mas chegou um momento em que o grupo se reuniu há uns 30 dias, e chegamos à conclusão de que três nomes não ia dar. Os votos iriam ficar muito pulverizados. Fizemos uma reunião, e o Juninho, numa demonstração de desprendimento, decidiu recuar e apoiar minha pré-candidatura”, relatou Davi. (leia mais abaixo)
Servidor de carreira da Emater, Davi Loureiro se compromete a lutar por políticas públicas para a agricultura. “O produtor rural não pede muito, ele quer uma máquina para fazer uma estrada ou uma retroescavadeira para abrir um poço ou um açude. Sou do meio rural, um homem da Emater, então é natural que eu tenha um olhar especial para mais apoio a agricultura, com uma política para o leite, a cana de açúcar, programas de incentivos e outras melhorias”, disse Davi, que lembrou do Programa Uma Luz na Escuridão, implementado pelo ex-governador Leonel Brizola. (leia mais abaixo)
— Me lembro do importante programa de eletrificação rural do Brizola. Se a luz chegasse 100 anos atrás ficaria muita gente no interior que saiu para a cidade. Já fui também produtor rural e conheço a luta do homem do campo. Ele precisa de apoio para se fixar no interior. (leia mais abaixo)
Feijó teve 22 mil votos para deputado federal, mas puxado pelos votos de Garotinho que naquela eleição obteve mais de 700 mil votos e levou com ele outros eleitos. Na última eleição em 2010 para a Alerj, Davi Loureiro somou quase 24 mil votos, mas não suficiente para eleger-se deputado. (leia mais abaixo)
— Eu obtive pouco mais de 23.900 votos, 18 candidatos se elegeram com menos votos que eu. Me lembro que a Janira Rocha, candidata pelo Psol, teve 4 mil votos, por conta da legenda numa eleição em que Marcelo Freixo teve 500 mil votos. Mas como Deus sabe de tudo, espero que ele tenha reservado para mim mais sorte esta eleição com mais experiência, bagagem e conhecimento. (leia mais abaixo)
Além de ex-prefeito, Davi Loureiro tem experiência acumulada ainda como vereador e presidente da Câmara Municipal de sua cidade, Agente de Desenvolvimento Regional, Secretário Municipal de Obras em Campos e também presidente da Associação dos Municípios e Prefeitos do Estado do Rio de Janeiro. (leia mais abaixo)
Loureiro analisou também a situação de Garotinho, que teve sua candidatura a governador negada pela cúpula do União Brasil.Em sua avaliação, o ex-governador teria chances de ir ao segundo turno pelo crescimento do seu nome no páreo. (leia mais abaixo)
— Ele ficou muito chateado e teria chances de ir ao segundo turno. O Ipec, antigo Ibope, soltou pesquisa hoje, e Castro ficou com 20% das intenções de voto; o Marcelo Freixo, com 14%; e o Garotinho, 9%, um empate técnico com Freixo. Mesmo com todas essas dificuldades, com o partido dele sendo cooptado e esta questão da inelegibilidade, muitos dizendo que ele não vinha como candidato. E ninguém colocando o nome dele nas pesquisas, só incluindo agora. (leia mais abaixo)
Um fator destacado por Davi Loureiro são os serviços prestados pelo ex-governador nos municípios fluminenses. “Ele tem bagagem, além de serviços prestados em todos os municípios do Estado. É um nome conhecido e experiente. Cláudio Castro virou governador por conta da cassação do ex-governador Witzel. Já o Freixo nunca ocupou um cargo executivo”. (leia mais abaixo)
O pré-candidato apela para o espírto bairrista do campista e de outros municípios da região. “É importante que povo da região priorize os candidatos daqui para unirmos forças na Assembleia por nossa região. Se o político daqui não puder fazer por aqui, o de lá mesmo é que não vai fazer. Por exemplo: candidatos com base eleitoral na Baixada Fluminense, com aqueles milhões de eleitores que há naquela região, se vem pa cá, com um colégio eleitoral muito menor, é sinal de que eles não estão bem lá”, raciocinou. (leia mais abaixo)
A candidatura de Clarissa Garotinho ao senado é vista com entusiasmo por Davi Loureiro. “Votar em Clarissa é um voto de gratidão. É uma jovem com muita garra, tem a política no sangue. Outros vão prometer o que dizem que irão fazer, Clarissa vai pedir o voto pelo que já fez, já trouxe para nossa cidade em torno de R$ 100 milhões de emendas para obras aqui. Romário é do Rio, se eu tivesse um time queria pra ele fazer gol. Mas política é outra coisa”, frisou. (leia mais abaixo)
Loureiro rememorou um grupo musical fidelense que adquiriu projeção nacional para apostar numa trinca vitoriosa nestas eleições. “Somos o Trio Parada Dura: é Garotinho como a federal, Clarissa para o senado e Davi Loureiro para estadual”. (leia mais abaixo)
Sobre a política local, a ascensão de outro grupo político liderado pelo deputado estadual Rodrigo Bacellar e as dificuldades do prefeito Wladimir Garotinho na Câmara, Davi fez uma comparação entre a situação atual e a anterior. (leia mais abaixo)
— É natural que o Rodrigo faça seu papel de oposição. Ele está tendo as benesses do governo estadual, com um monte de cargos, como está sendo visto aí. Eu já estive dos dois lados do balcão, fui prefeito e presidente da Câmara. Rafael Diniz fez um péssimo governo e tinha maioria na Câmara; Wladimir está fazendo um grande governo, mas não tem maioria entre os atuais vereadores. É a disputa política com uma eleição dura batendo a porta, o que tem feito de tudo isso um clima de Fla-Flu. Mas, no final, o povo vai valorizar quem tem serviços prestados, como disse antes. Veja abaixo vídeo da entrevista: