(Vídeo da entrevista ao final desta publicação) – Campos reúne condições e potencialidades para desfrutar da retomada do crescimento da economia no país e seus reflexos no Norte Fluminense, com os investimentos no setor de energia, a partir da construção de termelétricas do Porto do Açu, assim como as perspectivas no setor da agricultura com a cotação dos preços do etanol e do açúcar, que tem impulsionado o setor com a expansão da produção do setor. A avaliação é do economista e mestre em políticas públicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Ranulfo Vidigal, que também analisa como positiva a contribuição do prefeito Wladimir Garotinho neste cenário, ao promover ajustes que permitiram o equilíbrio das contas da prefeitura, No entanto, coloca grandes desafios para os próximos meses, como a negociação do reajuste dos servidores e os problemas que podem ser causados com a redução da alíquota do ICMS, com possíveis perdas de R$ 80 milhões em 2023. Ranulfo concedeu entrevista ao Radar 24 Horas, programa apresentado pelo jornalista Fabiano Venancio nas plataformas digitais do site Campos 24 Horas. Ele também revelou outro dado: aumentou a participação das mulheres no mercado de trabalho em Campos, especialmente na área de saúde privada. E aponta duas prioridades: É preciso revitalizar o Centro Comercial de Campos e há necessidade de investimentos nas estradas no entorno do Porto do Açu. (leia a entrevista completa abaixo)
“Considero correto trabalho do prefeito Wladimir nas medidas para estabilizar o orçamento fiscal. O desequilíbrio de antes foi superado neste segundo ano de forma consolidada, essa guerra insana na Ucrânia tem permitido um ganho adicional na cotação do petróleo, o que tem levado a prefeitura injetar renda na conta dos servidores e fornecedores, pagando em dia e permitindo a circulação do dinheiro”, disse. (leia mais abaixo)
A recuperação econômica do município tem reflexos imediatos na geração de empregos. “Nos primeiros cinco meses do ano Campos registrou cerca de 3.500 vagas de emprego contra 3 mil de Macaé. São números incontestáveis, do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) no Ministério do Trabalho, comprovando que os acertos do governo têm sido maiores que os erros”, avaliou. (leia mais abaixo)
Ranulfo destaca ainda a agricultura que tem se consolidado como importante vertente do desenvolvimento local com duas unidades industriais (Coagro e Canabrava) e a reativação da Usina Paraíso, em 2023. (leia mais abaixo)
“A agricultura vive um bom momento, o etanol e o açúcar mantêm boas cotações no mercado, o que permitiu melhor remuneração para o pequeno e médio agricultor que estão na ponta e gera um efeito multiplicador na renda, tanto em Campos como em São Francisco de Itabapoana, que é outro grande município produtor de cana”, analisou. (leia mais abaixo)
Outro segmento importante da economia campista, lembra Ranulfo, é o da saúde. “Campos é um polo regional de saúde, que é um dos setores-chave do setor de serviços que emprega muita gente. Não é à toa que aqui temos faculdades de medicina, odontologia e enfermagem, núcleos formados de uma força de trabalho qualificada bem expressiva”, observou. (leia mais abaixo)
A propósito, o setor de serviços que tanto sofreu na pandemia está se recuperando também nestes horizontes de melhores perspectivas, frisou ainda o economista. “Paulatinamente, o setor de serviços tem gerado mais vagas em Campos, Macaé e Rio Ostras, uma outra variável que demonstra a força deste setor e as boas perspectivas para 2023”, estimou. (leia mais abaixo)
Ranulfo Vidigal acredita ainda que a energia será outro fator importante para impulsionar o desenvolvimento da economia no Porto do Açu, em São João da Barra. “As termelétricas estão chegando com grande vigor, empregando muito na construção civil. Vão gerar mais ICMS, ISS, imposto municipal gerado pelas obras. Por sua vez, a criação de empregos na construção civil, além da questão social e econômica, vai permitir a geração de mais arrecadação fiscal e a expectativa de que o setor público possa oferecer melhores serviços com estas receitas adicionais”, afirmou. (leia mais abaixo)
Para o economista, a construção de três termelétricas previstas para o Açu e a futura etapa de industrialização do porto vão permitir um maior dinamismo na economia de Campos. (leia mais abaixo)
“Nesta primeira fase o porto gerado de 7 a 10 mil empregos formais, metade do contingente é de trabalhadores campistas. É um pessoal qualificado, formado no UFF, na Uenf, além de outras universidades, r nas nossas escolas técnicas, que tem proporcionado uma resposta efetiva às demandas do porto do Açu. E quando vier um núcleo industrial no entorno do porto, na segunda fase, vamos ter um aumento de vagas de emprego e uma média salarial mais alta, fazendo com que esta renda venha circular em municípios e cidades com mais infraestrutura. E onde estão as melhores escolas de ensino médio, universidades, unidades de saúde, o Trianon, os serviços de lazer e o entretenimento? Então, Campos tem muito a se beneficiar com a fase subsequente de industrialização do porto”, comentou Ranulfo. (leia mais abaixo)
Campos também pode se beneficiar, avalia ainda Ranulfo, como polo de ensino universitário que formou uma massa crítica fundamental para alavancar o desenvolvimento local. (leia mais abaixo)
“Campos possui um capital intelectual e de conhecimento fundamental. Entre professores com mestrado e doutorado em Campos são mais de 2 mil pessoas altamente gabaritadas, estoque de riqueza incomparável. Fora daqui, com exceção da capital, você só vai ter isso em Niterói”, enfatizou. (leia mais abaixo)
A implementação de obras estruturantes importantes para consolidar o porto deve estar sempre no radar das lideranças regionais. “Esta consolidação do porto como complexo portuário, mas também industrial, está ligada a construção ou duplicação de estradas para melhorar o acesso ao porto. Precisamos da ferrovia também chegando ao porto, assim como a duplicação da BR-356 e a RJ-244, que vai criar um novo eixo rodoviário e de serviços, no interior de são João da Barra e na Baixada Campista, além de retirar volume expressivo de tráfego pesado do centro de Campos”, concluiu. Veja vídeo da entrevista abaixo: