EDITORIAL/Campos 24 Horas – A imagem da Câmara Municipal de Campos está desgastada perante a sociedade, diante dos últimos acontecimentos na Casa de leis, onde expressões chulas e palavras de baixo calão tem frequentado o ambiente entre os vereadores no plenário. Nas últimas sessões, o debate de ideias cedeu espaço para rancores, ressentimentos e confrontos que mais parecem briga de rua. (leia mais abaixo)
O clima não está muito bom nos últimos meses, com denuncias na Polícia e na Justiça formalizadas por integrantes das duas bancadas, governista e de oposição, além de votação anulada na eleição de cargos para Mesa Diretora. Se sucedem ameaças de destituição de componentes da atual Mesa Diretora, por parte da oposição, e a cassação de vereadores faltosos por parte dos governistas. (leia mais abaixo)
Durante este período, os dois grupos rivais na política campista tem protagonizado um enfrentamento acirrado na arena de disputa na Câmara. Ao invés do cérebro e da razão, o fígado tem sido utilizado como elemento da práxis na política. Assim, adversários parecem ser inimigos. A política como a nobre arte do bem comum passa ao largo das preocupações. Ao invés da força do argumento, o argumento da força e das bravatas. (leia mais abaixo)
A arte do bem comum e da nobreza que deveriam permear a política com P maiúsculo, como preconizavam os gregos em sua milenar sabedoria, cede lugar para interesses que visam apenas a próxima disputa eleitoral. Enquanto, a população assiste, atônita, a briga ensandecida pelo poder, milhares de campistas vivem sem emprego e dignidade. Pensem nisso, senhores!