(Vídeo da entrevista ao final desta publicação) – Um dos grandes conhecedores da realidade regional, particularmente o setor sucroenergético, o jornalista Luiz Mário Concebida, assessor chefe da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do governo Cláudio Castro, demonstrou ânimo quanto às obras estruturantes em fase de conclusão ou projetadas para acontecer brevemente em Campos. Em entrevista ao Campos 24 Horas, Luiz Mário falou a respeito de várias questões da economia regional, como o Porto do Açu, o agronegócio, a Ponte da Integração, a nova rodovia que vai ligar o porto à BR-101 e o polo de gás que o Norte Fluminense pode se tornar, com estimativa de R$ 30 bilhões de investimentos a partir da construção de um conjunto de termelétricas na região (Aqui). A entrevista foi dada durante a cerimônia de inauguração da 20ª safra na Cooperativa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro (Coagro), quando destacou também seu otimismo com a recuperação do setor. Confira abaixo:
—A Coagro é um exemplo ser seguido por sua capacidade de organização, produção e interação com o produtor, um modelo copiado em outras regiões para o país. Pernambuco, por exemplo, adotou coisas que são feitas aqui. Sim, demorou para acontecer, a Coagro passou por todos os percalços nestes 20 anos. Não é fácil tocar uma indústria durante todos esses anos, mas ela se tornou uma realidade e, com a reativação da Usina Paraíso, aos poucos vamos reconquistando posição que não deveríamos ter perdido nunca — comentou. (leia mais abaixo)
Luiz Mário realçou o dinamismo e a importância do agronegócio, ao destacar, em especial, o município de São Francisco de Itabapoana. “O preço da cana está bom, muita gente está voltando a produzir, tanto em Campos como em São Francisco de Itabapoana, que está produzindo mais do que aqui. Aliás, até pouco São Francisco era o último lugar em IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) entre 92 municípios do Estado, mas agora está no 47º lugar, com um PIB (Produto Interno Bruto) que já passou de 1 bilhão. A região se tornou um polo de produção de abacaxi e mandioca no Brasil”, acrescentou. (leia mais abaixo)
Concebida enfatizou a importância da economia primária como fundamental no desenvolvimento e na geração empregos. “É uma saída para região e o país. Recentemente estive em São José dos Campos (SP), um polo tecnológico que produz foguete, avião e automóvel, mas fomos lá tratar de assuntos relacionados ao agro. Onde quer que se vá neste país sempre tem alguém plantando alguma coisa”, disse ainda. (leia mais abaixo)
Sobre os investimentos do governo estadual na região, Luiz Mário falou sobre as obras da Ponte da Integração e da futura RJ 244, rodovia que irá interligar o Açu à BR-101. (leia mais abaixo)
“A Ponte da Integração não tem volta, está indo de vento em popa, vai ser concluída e já não há mais obstáculo legal ou financeiro. A RJ 244 é um projeto pronto foi entregue pela Prumo quando o presidente Jair Bolsonaro esteve aqui no Açu. Agora estamos ultimando o processo licitatório para lançar o projeto este ano talvez neste semestre ainda. Quanto as obras do Avenida do Contorno, o edital inclui agora a BR 101 e a BR 356 que antes não constavam”, explicou. (leia mais abaixo)
Ainda quanto ao Porto do Açu, Luiz Mário estima que o terminal portuário deve se consolidar como uma locomotiva do desenvolvimento estadual. (leia mais abaixo)
“O Porto do Açu é maior do que a gente imagina. Há muita coisa acontecendo ali e programada para acontecer. É outro empreendimento que também não tem volta. Há a expectativa de que ainda este ano a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) seja definida com todos obstáculos vencidos. Estão sendo projetadas duas plantas industriais de fertilizantes, uma refinaria de petróleo, além do gasoduto. Há ainda a GNA II e mais uma. Não creio que fique só em duas usinas de gás natural”. (leia mais abaixo)
Por fim, Luiz Mário ainda demonstrou entusiasmo quanto ao futuro do Estado do Rio de Janeiro como maior polo de produção de energia do país. “Esse é um dos temas do nosso dia a dia na secretaria. O Rio se tornou um grande produtor de energia. Em Macaé são duas térmicas, e a terceira, a Marlim Azul, entra operação em 2023, e aqui no Açu são mais duas. O Estado do Rio já passou por um período de muita turbulência. Agora a tendência é deslanchar se reposicionar como Estado importante como sempre foi”, finalizou. (Veja vídeo da entrevista abaixo)