O nosso corpo é feito, principalmente, de água. Ela está no sangue, nos músculos, nos órgãos e, até mesmo, nos ossos. Entretanto, às vezes, a pessoa desenvolve um acúmulo de fluidos no sistema circulatório ou dentro de tecidos e cavidades, resultando no inchaço de mãos, pés, tornozelos e pernas. (leia mais abaixo)
Essa situação é popularmente conhecida como “retenção de líquido” e pode ser desencadeada pelos mais diversos fatores como: (leia mais abaixo)
- Mudanças hormonais: a retenção de água pode ocorrer durante a gravidez ou antes de um período menstrual, por exemplo, como resultado de mudanças nos níveis de certos hormônios, como a progesterona;
- Falta de atividade física: pessoas fisicamente inativas podem ser afetadas pela retenção de líquidos, particularmente nas pernas;
- Doença renal: como os rins são responsáveis pela manutenção dos níveis de fluidos, pessoas com doença renal crônica muitas vezes experimentam retenção de líquidos;
- Insuficiência cardíaca: se o coração não pode bombear sangue suficiente através do corpo como resultado de insuficiência cardíaca congestiva, o indivíduo pode experimentar acúmulo de fluido em seus pulmões, braços e pernas;
- Infecções: algumas infecções podem desencadear inflamação e inchaço, que são partes normais da resposta imune do corpo;
- Medicamentos: certos remédios, incluindo contraceptivos orais, corticosteroides, anti-inflamatórios não esteroidais e alguns medicamentos para diabetes, podem aumentar a retenção de água.
Como reduzir a retenção de líquido?
Segundo um artigo da Healthline, embora a retenção de líquido possa ser um sinal de várias condições mais complexas e que necessitam de tratamento médico, existem algumas dicas simples que podem ajudar uma pessoa a reduzir o inchaço causado pelo acúmulo de fluidos. Veja só:
1. Coma menos sal
O sal é composto por sódio, este elemento se liga à água do corpo e ajuda a manter o equilíbrio dos fluidos dentro e fora das células. Se a pessoa costuma comer alimentos ricos em sal, como os industrializados, o corpo pode reter mais água. A recomendação é, portanto, reduzir o consumo de sódio para também diminuir a retenção de líquido.
2. Beba mais água
Mesmo que possa soar um pouco contraditório, aumentar o consumo de água pode ajudar a reduzir a retenção de líquido. Isso acontece porque ter uma hidratação adequada colabora para que os rins trabalhem da melhor forma possível e eliminem as toxinas do organismo.
3. Aumente a ingestão de magnésio
O magnésio é um mineral importante e que está envolvido em mais de 300 reações enzimáticas responsáveis por manter o corpo funcionando corretamente. Além disso, aumentar o consumo desse nutriente também pode auxiliar na diminuição da retenção de líquido. Boas fontes de magnésio incluem nozes, grãos integrais, chocolate amargo e vegetais verdes escuros.
4. Mais vitamina B6
A vitamina B6 desempenha um papel central na formação dos glóbulos vermelhos, no metabolismo de proteínas, na função cerebral, na saúde imunológica e na regulação dos fluidos, contribuindo para a redução do inchaço. Entre os alimentos que podem fornecer este nutriente estão a banana, a batata, o grão-de-bico, as nozes e o atum.
5. Limite o consumo de carboidratos refinados
Fontes de carboidratos refinados, como pão branco, macarrão e biscoitos, são tipicamente ricas em carboidratos ou açúcar adicionado e pobres em fibras, o que pode levar a picos rápidos nos níveis de açúcar e de insulina no sangue.
Esses índices elevados provocam mais retenção de sódio, aumentando a reabsorção deste mineral pelos rins que, por sua vez, eleva o volume e acúmulo de líquidos no corpo.
Além disso, o fígado e os músculos armazenam carboidratos como glicogênio, uma forma de açúcar que está ligada à água. Como cada grama de glicogênio é estocada com pelo menos três gramas de água, seguir uma dieta rica em carboidratos pode causar aumento da retenção de fluidos. (leia mais abaixo)
Assim, a melhor opção é seguir uma alimentação balanceada e optar pela ingestão de grãos integrais ricos em fibras, como quinoa, aveia, arroz integral ou pão de trigo integral.
Fonte: Dr. Jairo Bouer