Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos fala sobre automedicação

Para alertar sobre os riscos da automedicação e do uso indiscriminado de remédios foi criado o Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos, comemorado em 5 de maio. A farmacêutica da Secretaria Municipal de Saúde, Cristiane Abílio Freitas Braga, explicou que a automedicação traz riscos à saúde, podendo causar reações como intoxicação e até morte.  (leia mais abaixo)

“A orientação é sempre procurar um médico. Existem pessoas que usam medicamentos indicados por parentes, amigos ou vizinhos, mas nem sempre um remédio indicado para um indivíduo serve para outro”, disse Cristiane, destacando que, no caso dos remédios controlados, a receita tem validade de 30 dias, só que muitos pacientes acabam conseguindo um novo receituário e continuam fazendo uso do medicamento, sem voltar ao médico.  (leia mais abaixo)

Todo remédio, segundo ela, deve ser usado conforme indicado na prescrição, nos horários corretos, na quantidade receitada e no período de tempo recomendado. “O papel do farmacêutico é fundamental para o uso seguro dos medicamentos”, acrescentou.  (leia mais abaixo)

A assessora chefe do Departamento de Vigilância Sanitária (VISA), Vera Cardoso de Melo, disse que nenhuma farmácia ou drogaria pode funcionar um único minuto sem a presença física do farmacêutico. “Se o estabelecimento fica aberto 24h, o profissional precisa estar lá durante todo esse período”, explicou Vera, ressaltando que uma das funções do farmacêutico é a de exigir a receita médica, principalmente de medicamentos controlados.  (leia mais abaixo)

“É uma maneira de proteger a população e impedir casos, como já registrados pela Vigilância Sanitária, de pessoas que teriam comprado remédios indiscriminados em farmácias para cometer o suicídio”.  (leia mais abaixo)

O aposentado José Carlos da Fonseca, 73 anos, sentiu na pele o que a automedicação pode acarretar. “Sempre tomei remédio por conta própria. Além dos prescritos pelo médico, tenho em casa, analgésico, antitérmico, vitaminas, entre outros. No ano passado, passei por um sufoco, pois sofro de insuficiência renal e, devido a uma crise de coluna, resolvi tomar um anti-inflamatório sem prescrição médica. Fui parar no hospital e ainda levei uma bronca do meu cardiologista, que disse que eu poderia sofrer graves consequências pelo uso desse remédio”, relatou o aposentado.