O presidente russo, Vladimir Putin, ameaçou com uma resposta rápida caso outros países atuem na Ucrânia. “Se alguém quiser intervir na situação na Ucrânia e criar uma ameaça estratégica, os ataques serão rápidos como um raio”, disse Putin, segundo relato das agências de notícias da Rússia. (leia mais abaixo)
De acordo com Putin, em caso de ameaça à Rússia, o país “usará, em resposta, meios que seus oponentes ainda não têm”. Hoje, a guerra promovida pelo governo russo em território ucraniano chegou ao 63º dia. Putin fez o pronunciamento em reunião com o Conselho de Legisladores na Rússia. (leia mais abaixo)
Rússia diz que destruiu armas dos EUA na Ucrânia e que matou 120 militares
Para o presidente russo, a Ucrânia foi empurrada de fora para confronto direto com a Rússia. No início do confronto, o governo russo justificou a invasão citando a possibilidade de a Ucrânia fazer parte da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), aliança militar que tem os Estados Unidos como principal liderança, o que seria uma ameaça, do ponto de vista da Rússia. (leia mais abaixo)
Putin também disse que “os oponentes da Federação Russa no mundo” simplesmente não precisam de um país tão grande quanto a Rússia. Na visão dele, países ocidentais apostam na russofobia como uma nova arma geopolítica. “Os inimigos de nosso país aceleraram a criação de uma nova arma geopolítica.” (leia mais abaixo)
O presidente ainda falou que “o amor pela pátria é uma das bases fundamentais do Estado russo, e o valor mais importante para nossa sociedade, que invariavelmente se manifesta em momentos decisivos para o país”. (leia mais abaixo)
Putin completou dizendo que “essa unidade de pessoas vale muito, garante que a Rússia responderá adequadamente aos desafios e ameaças mais difíceis e passará com confiança por todos os testes”. “Assim sempre foi, assim será agora.” (leia mais abaixo)
Ataques na Ucrânia
O Ministério da Defesa da Rússia disse, em relatório nesta quarta (27), que “mais de 120 nacionalistas e 35 veículos blindados foram destruídos” como resultado de ataques aéreos na Ucrânia, invadida há 63 dias. O governo também disse ter destruído uma “grande quantidade” de armas fornecidas à Ucrânia pelos Estados Unidos e por países europeus. No total, as forças russas apontaram que suas “tropas de foguetes e artilharia completaram 573 missões de fogo durante a noite”. As informações não puderam ser verificadas com fontes independentes. (leia mais abaixo)
Segundo o ministério, “hangares com grande quantidade de armas e munições estrangeiras, entregues às forças ucranianas pelos Estados Unidos e países europeus, foram destruídos com mísseis de alta precisão Kalbir, disparados a partir do mar contra a fábrica de alumínio de Zaporizhzhia, sudeste da Ucrânia”. (leia mais abaixo)
A Rússia ainda relatou explosões em cidades perto da fronteira com a Ucrânia, que não assumiu essas ações. (leia mais abaixo)
Do seu lado, o governo ucraniano estima que as novas armas, prometidas por países aliados nos últimos dias, devem levar três ou mais semanas para chegar à Ucrânia e fazer efeito no conflito. “Será final de maio ou início de junho quando a quantidade necessária chega e começa a produzir um impacto sério no campo de batalha”, disse Oleksiy Arestovych, conselheiro do chefe do Gabinete da Presidência da Ucrânia em entrevista. (leia mais abaixo)
O uso de armas de aliados já acende um alerta para o conflito em razão de a Rússia ter indicado estar pronta para retaliar em caso de uso delas. Os Estados Unidos pretendem fazer cúpulas mensais com países aliados e a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) a respeito da situação na Ucrânia. (leia mais abaixo)
Como resposta às sanções que têm sofrido, a partir de hoje, a Rússia cortou o fornecimento de gás para Polônia e Bulgária. A medida é uma retaliação do governo russo à negativa dos países em pagar pela energia em rublos e ao apoio à Ucrânia na guerra. a UE (União Europeia) qualificou a medida russa como “chantagem”.
Fonte: Uol