Este carnaval começou de um jeito diferente para a Usina Nova Canabrava. Às 5:50h da manhã desta quinta-feira (21/04), o apito da usina soou anunciando o início da moagem da safra 2022. A estimativa é que, até o mês de novembro, sejam moídas 1 milhão de toneladas de cana-de-açúcar, com produção de 72 milhões de litros de etanol hidratado carburante e 44 megawatts-hora de energia elétrica a partir da queima do bagaço da cana. Nesta operação, serão gerados cerca de 2 mil empregos diretos e 4 mil indiretos. (leia mais abaixo)
– Nossa expectativa é muito positiva, em decorrência do clima que favoreceu a região. Tivemos uma oferta de chuva maior entre os meses de novembro e janeiro, o que acabou propiciando um aumento no nosso volume de cana – observa Alex Rossi, gerente administrativo/financeiro da Nova Canabrava, que espera uma safra com produção recorde. (leia mais abaixo)
Alex também destaca o impacto positivo da usina na economia regional. “Estamos contratando trabalhadores para diversos setores, como operação agrícola, indústria, manutenção e logística. Isso é muito importante para a região, que tem uma necessidade muito grande de geração de empregos. Sem falar que o início da moagem representa muito para os fornecedores de cana e prestadores de serviço”. (leia mais abaixo)
Instalada no limite entre os municípios de Campos e São Francisco de Itabapoana, a Nova Canabrava é uma das poucas remanescentes de um setor que já teve 28 usinas em funcionamento no Norte Fluminense. Sob nova administração desde 2018, a empresa já investiu cerca de R$ 500 milhões, sendo R$ 22 milhões na revitalização de lavouras em 2.300 hectares de terra arrendados. Nessas terras, graças a técnicas de adubação e correção de solo, já foi possível aumentar a produtividade de 55 para até 80 toneladas de cana por hectare – semelhante à dos maiores estados produtores de do país, como São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. (leia mais abaixo)
Além das terras arrendadas, a Nova Canabrava compra cana de aproximadamente 1.500 produtores rurais. Em sua maioria, são donos de pequenas lavouras, com área em torno de 5 hectares. Mais do que a garantia de comercializar a cana próximo a suas terras, economizando no frete, esses produtores também recebem orientação técnica para aumento na produtividade. (leia mais abaixo)
O início da atividade na usina foi possível graças a uma tutela de urgência concedida no dia 13 de abril pela juíza Cristiana Aparecida de Souza Santos, da 11ª Vara da Fazenda Pública. Esta decisão suspendeu o impedimento da inscrição estadual por parte da Secretaria Estadual de Fazenda, que desde o dia 9 de fevereiro impedia a empresa de comercializar o etanol por ela produzido. (leia mais abaixo)
AVANÇOS NA NOVA GESTÃO
O funcionamento da Nova Canabrava traz esperança a um setor importante para a economia do Norte Fluminense. Num passado recente, por causa de uma estiagem prolongada e problemas de gestão, a usina chegou a interromper sua produção, atrasar salários e acumular dívidas, que chegaram a mais de R$ 100 milhões. Por pouco, não teve seu parque industrial leiloado. (leia mais abaixo)
Em 2018, com o incentivo dos trabalhadores, a empresa foi arrendada. Desde então, vem pagando os salários em dia e cumprindo rigorosamente suas obrigações. Das mais de 3 mil ações trabalhistas herdadas da gestão passada, já foram solucionadas 2.289, que ultrapassam R$ 55 milhões. Muitos funcionários que recorreram à Justiça e receberam seus direitos, inclusive, voltaram a trabalhar na usina. (leia mais abaixo)
Sob a nova gestão, os empregos diretos gerados pela Nova Canabrava na entressafra saltaram de 34 para cerca de 400. Na safra, este número se multiplica por cinco. Além dos empregos diretos na indústria e na lavoura, a Nova Canabrava ajuda a fomentar diversos negócios, sobretudo no distrito de Travessão e no município de São Francisco de Itabapoana. Somente na contratação de caminhões terceirizados para frete de cana-de-açúcar, são mais de 600 postos de trabalho. O início da moagem também beneficia o comércio local.