Fluminense tira peso das costas com 1ª vitória no Brasileiro, mas a criação continua em xeque

Dá para o torcedor do Fluminense comemorar? Por um lado, o 1 a 0 sobre o Cuiabá, na noite de sábado na Arena Pantanal (veja os melhores momentos no vídeo acima), a primeira vitória no Campeonato Brasileiro, tira um peso das costas do time, que vinha de dois tropeços seguidos. Mas, por outro lado, o triunfo tricolor ter acontecido através de um gol contra foi emblemático para escancarar a baixa produção ofensiva da equipe. (leia mais abaixo)

Apesar de ter entrado em campo com um time misto, sem cinco titulares, o Fluminense teve durante os 90 minutos o controle total do jogo. Chegou a bater pico de 66% de posse de bola (terminou com 59% contra 41%), não levou nenhum susto (Fábio nem precisou sujar o uniforme) e teve quase o triplo de finalizações do que o Cuiabá (11 a 4). Mas foi um domínio ilusório, visto que construiu apenas duas chances de gol em toda a partida. (leia mais abaixo)

Scout – Cuiabá x Fluminense

  • Posse de bola
    Cuiabá – 41%
    Fluminense – 59%
  • Finalizações
    Cuiabá – 4
    Fluminense – 11
  • Chances de gol
    Cuiabá – 0
    Fluminense – 2
  • Faltas
    Cuiabá – 18
    Fluminense – 14
  • Passes errados
    Cuiabá – 75
    Fluminense – 78
  • Roubadas de bola
    Cuiabá – 26
    Fluminense – 18
  • Impedimentos
    Cuiabá – 1
    Fluminense – 0
  • Escanteios
    Cuiabá – 2
    Fluminense – 5

Uma aos 13 minutos do primeiro tempo, quando Ganso apertou a saída de bola, recuperou e tocou para Fred livre na área. Mas o centroavante tirou o pé para não dividir com o goleiro, talvez achando que vinha outro companheiro de trás. E a segunda foi aos 32 da etapa final, quando Walter bateu-roupa na falta cobrada por Yago e soltou a bola nos pés do artilheiro Cano, que furou e aumentou sua “seca” para quatro jogos.

E a baixa produção ofensiva parece ser algo que independe do sistema tático. O Fluminense já vinha em dificuldades de criar atuando com três zagueiros e dois atacantes e passou em branco contra Santos e Junior Barranquilla, da Colômbia. Diante do Cuiabá, Abel Braga tirou um defensor (David Braz, poupado) para colocar mais um homem de frente (Luiz Henrique) na escalação inicial, retomando a formação com três atacantes do início da temporada. Mas também não funcionou.

Questionado na entrevista coletiva se há uma explicação para a baixa criação ofensiva, Abel argumentou que os jogadores não estão se movimentando adequadamente em campo para dar opções de profundidade. Mas é nítido que durante os últimos jogos falta também acelerar os passes no ataque para saírem as jogadas. O ritmo “burocrático” facilita a vida das defesas adversárias.

Pineida se salva nas mudanças

Entre as modificações na equipe para o jogo, com cinco titulares poupados por desgaste físico (David Braz, Cris Silva, André, Yago e Cano), quem melhor aproveitou a brecha foi Pineida. Enquanto Fred, Luiz Henrique, Wellington e Nonato foram discretos, o lateral-esquerdo equatoriano foi bastante participativo. Mesmo sem grande destaque, ele conseguiu ir várias vezes à linha de fundo, seja em arrancadas ou tabelas, para cruzar na área (embora a defesa do Cuiabá tenha tirado todas). (leia mais abaixo)

Com a vitória, o Fluminense não só respira aliviado, como assumiu provisoriamente a vice-liderança do Brasileirão com quatro pontos, dois a menos do que o Corinthians (o time pode perder posições no complemento da rodada neste domingo). Pelo campeonato, o Tricolor volta a campo no próximo sábado contra o Inter no Maracanã. Antes, o time de Abelão recebe nesta terça o Vila Nova-GO em sua estreia na Copa do Brasil, às 21h30 (de Brasília). A ver se o técnico continuará rodando o elenco.

Fonte: Globo Esporte