11 anos depois, Petrópolis revive tragédia: ‘Dor não mudou nada’

Onze anos depois da maior tragédia climática da história do Brasil, moradores de Petrópolis, região serrana do Rio, voltam a buscar familiares soterrados entre a lama e os escombros deixados pelas chuvas e deslizamentos de terra. (leia mais abaixo)
De lá pra cá, o investimento das autoridades em medidas de infraestrutura não foi suficiente para evitar que a população serrana revivesse um trauma que, nas palavras do repórter André Coelho da Globonews, já virou cíclico. (leia mais abaixo)

“Vendo de perto, a cena da tragédia é a mesma que a gente viu há 10 anos , 11 anos atrás. Quando a gente vê a dor da família, não mudou nada”, descreveu André. (leia mais abaixo)

Foi o maior volume de chuvas em 24 horas registrado em quase um século de medições na região serrana do Rio de Janeiro. A água deslocou imensos blocos de terra dos morros, transformou as ruas de Petrópolis em rios de lama e foi destruindo tudo pelo caminho, numa tragédia que, na noite de quarta-feira, aproximava-se de uma centena de mortos. (leia mais abaixo)
“Água acima de 2 metros. A sensação era a de estar sendo engolido”, relatou o repórter da GloboNews. (leia mais abaixo)
Do Morro da Oficina, um dos pontos mais afetados, André Coelho contou a Renata Lo Prete o que viu ao chegar à cidade. Natural da vizinha Teresópolis, André detalha a geografia local, explicando os fatores de vulnerabilidade: “Encosta muito grande de rochas, vegetação insuficiente e ocupação desordenada”, uma mistura que, somada à omissão do poder público, faz com que os episódios de devastação se repitam. (leia mais abaixo)
 
Participa também o economista Sérgio Margulis. Um dos autores do estudo “Brasil 2040”, ele lista providências que os governos precisam tomar. A primeira, afirma, é “estar atento e levar muito a sério” os impactos das mudanças climáticas. Do ponto de vista de infraestrutura, “as soluções são conhecidas e, agora, têm que ser implementadas”, e as autoridades deveriam estar dispostas a “pagar qualquer coisa para não deixar acontecer de novo”.

 

Fonte: G1