Em muitos pontos de Petrópolis, como Morro da Oficina, Quitandinha, Caxambu e Floresta onde ocorreram deslizamestos, provocados pelo temporal desta terça-feira, chama atenção o drama dos moradores em busca por parentes e outras pessoas desaparecidos durante a tragédia. O número de casas destruídas ou soterradas é muito grande. Pelo menos 400 bombeiros com ajuda de cães participam dos resgates. São dezenas e mortos. Ainda não há número oficial de desaparecidos. Os corpos encontrados estão sendo levados para O Instituto Médico Legal (IML). (leia mais abaixo)
A defesa Civil não para de receber chamados com pedidos de resgates, mas o que se destaca mesmo é o esforço da população em ajudar. No Morro da Oficina, que fica bairro Alto da Serra, estima-se que cerca de 80 casas tenham sido afetadas. (leia mais abaixo)
Em um dos pontos do Morro da Oficina, 35 moradores montaram uma força-tarefa junto com os bombeiros para ajudar a cavar, retirar pedras e lama de cima dos escombros. Uma corrente humana prtecisou ser feita para esvaziar os baldes. (leia mais abaixo)
Nos escombros, misturados à lama, surgem colchões e roupas. A água não para de escorrer nesses pontos, dificultando o trabalho dos voluntários. (leia mais abaixo)
Conhecido como Lampião, um homem que mora no Morro da Oficina conseguiu resgatar duas pessoas com vida, mas perdeu a mãe no desastre. Ele conta que estava no trabalho no momento em que ligaram para perguntar se o filho estava com ele. A preocupação com a família foi instantânea. (leia mais abaixo)
— Me ligaram e vim correndo para cá. Quando cheguei, disseram até que meu filho tinha morrido. Fiquei sem chão. Um vizinho me disse que sabia onde ele estava e fomos resgatá-lo. Escutei muitos pedidos de socorro na hora que fui resgatar o meu filho, mas já estava ficando escuro, sem luz. Deve ter muita gente embaixo dos escombros. Deixei meu filho no posto de saúde — conta ele, que mora ali há 44 anos. (leia mais abaixo)
Gisele Arcaminate, mãe da adolescente Maria Eduarda, é uma das pessoas que ajudou nas buscas pela filha, junto com familiares e amigos. Com nome da filha tatuado, a todo momento gritava “Duda”, na esperança de uma resposta. Com uma enxada nas mãos, ajudava, junto com outros moradores voluntários, a tentar resgatar a jovem sob a lama. (leia mais abaixo)
— Um bebê sem respirar embaixo dessa lama — disse Gisele, sobre a menina de 1 ano desaparecida, filha de Bruno, durante o resgate. (leia mais abaixo)
Muito emocionado, João Belisardo aguardava notícias de sua filha Michele Aparecida, de 33 anos, e Larissa Afonso, de 5 anos. Elas estavam em uma casa de três andares que desabou durante a chuva, por volta das 18h. (leia mais abaixo)
— Moro em outro bairro, e minha filha até 18h estava falando comigo. Mas depois parou. Minha neta tem 5 anos e minha filha fez 33 na terça-feira. Era uma casa de três andares e tinha outros imóveis. Todo mundo que está aqui perdeu alguém — disse emocionado. (leia mais abaixo)
Nem sempre a busca por sobreviventes tem um final feliz. Segundo o coronel Leandro Monteiro, secretario estadual de Defesa Civil do Rio, um homem de 60 anos morreu depois de mais de 10h de tentativa de resgate. (leia mais abaixo)
A vítima estava em meio a escombros no Morro da Oficina e não resistiu a uma hemorragia interna. (leia mais abaixo)
O comandante dos Bombeiros explica que entende a aflição das familias em querer ajudar no resgate, mas disse que elas devem evitar fazer sozinhas já que podem prejudicar a área afetada. (leia mais abaixo)
— São inúmeros desaparecidos. A gente entende o desespero das familias aqui tentando ajudar e mover terra mas trabalhamos com a possibilidade de ter pessoas vivas e precisamos trabalhar com nossas técnicas.
Fonte: Extra