O clássico deste domingo corre o risco de ser, por um tempo, a última ocasião em que Vasco e Botafogo dividirão o mesmo lugar. Não apenas pelo fato de que, salvo em eventuais cruzamentos na fase final do Carioca ou na Copa do Brasil, as equipes não se enfrentarão mais em 2022. Mas principalmente porque os rivais, com realidades parecidas até o ano passado, a partir de agora deverão tomar caminhos bem diferentes.(leia mais abaixo)
O jogo acontecerá às 20h, no Castelão, transferido para São Luís mediante pagamento de R$ 500 mil para cada clube. A quantia faz diferença para o Vasco, em eterna restrição financeira, mas teoricamente não será tão relevante assim para o Botafogo daqui a um tempo, quando os investimentos de John Textor entrarem no futebol mais regularmente.(leia mais abaixo)
Os primeiros R$ 50 milhões caíram na conta e serviram para o alvinegro pagar, entre quinta e sexta-feira, salários e direitos de imagem atrasados de funcionários e jogadores. Também para a sociedade anônima alvinegra ir ao mercado e começar a montagem do novo departamento de futebol, contratando Alessandro Brito para comandar o setor de scouting e análise de jogadores. O fato dele ter trocado o Atlético-MG pelo Botafogo serve como sinal do novo patamar dos cariocas.(leia mais abaixo)
Enderson Moreira foi demitido e, nesta noite, a equipe será treinada por Lúcio Flávio. Nos sonhos de Textor está a contratação do português Luís Castro, atualmente à frente do Al Duhail (Qatar).(leia mais abaixo)
Elencos ainda são parelhos no papel
No Vasco, a luta diária é para aumentar o número das pequenas fontes de receita. Recentemente, a diretoria cruz-maltina acertou com o sétimo patrocinador para o uniforme, a empresa Cartão Para Todos. No somatório, deve arrecadar com eles R$ 28 milhões em 2022.(leia mais abaixo)
Até o ano passado, quando compartilharam a disputa da Série B, os rivais seguiram em patamares mais próximos em termos de cifras. A folha salarial vascaína, que bancou o elenco que foi décimo colocado, começou na casa dos R$ 6,7 milhões e terminou em R$ 3,7 milhões, de acordo com a diretoria. Já a do alvinegro, campeão, foi de R$ 4 milhões para R$ 2,8 milhões, segundo o clube.(leia mais abaixo)
Por enquanto, a nova realidade do Botafogo ainda não reverberou na qualidade dos jogadores no elenco. Houve perda de atletas, e a reposição tem sido tímida.(leia mais abaixo)
Já no lado cruz-maltino, a reformulação do elenco foi completa. Ainda é cedo para cravar que o grupo atual é melhor do que o decepcionante em 2021. Ao menos, ele inicia a rodada como o líder do Carioca.
Fonte: Extra