Após muita incerteza e um atraso de mais de um ano por causa da pandemia de Covid que atingiu o planeta, os Jogos de Tóquio foram realizados em julho, agosto e setembro deste ano. Atletas de todo o mundo se reuniram para competir nas Olimpíadas e nas Paralimpíadas, desta vez sem a presença de público. (leia mais abaixo)
As competições tiraram o sono dos brasileiros, já que eram realizadas, em sua maior parte, de madrugada no horário de Brasília. E renderam muitos momentos marcantes. (leia mais abaixo)
1. Rebeca Andrade e seu ‘Baile de Favela’
A ginasta de 22 anos se tornou a primeira mulher brasileira a vencer duas provas na mesma edição dos Jogos Olímpicos: após garantir uma medalha de prata inédita no individual geral, Rebeca Andrade venceu favoritas à prova e garantiu o ouro no salto. Além disso, colocou o mundo todo para dançar ao som do funk carioca, com a música “Baile de Favela” em seu solo.
2. A Fadinha que encantou o Brasil na estreia do skate nas Olimpíadas
Aos 13 anos, a maranhense Rayssa Leal estreou nas Olimpíadas e se tornou a mais jovem atleta a conquistar uma medalha olímpica pelo Brasil. Conhecida como Fadinha — por causa de um vídeo que viralizou na internet em 2015, em que ela fazia suas manobras vestida com uma fantasia com asinhas —, ela conquistou a todos com seu carisma e dançou até uma coreografia do TikTok no meio de uma competição.
3. A crise de Simone Biles
Considerada a maior ginasta da história dos Estados Unidos, aos 24 anos Simone Biles surpreendeu o mundo ao desistir de várias finais da ginástica nas Olimpíadas de Tóquio. A razão? Sua saúde mental. Além das dificuldades psicológicas, Biles citou o que as ginastas chamam de “twisties”, uma perda da consciência total do espaço, como justificativa para tomar sua decisão.
4. Douglas, da seleção de vôlei, vira estrela das redes sociais
Com seu jeito irreverente, Douglas virou uma espécie de ‘influencer’ das Olimpíadas. O atleta, que faz parte da seleção masculina de vôlei, conquistou os internautas ao postar registros de bastidores dos Jogos. Em apenas um dia, ele ganhou mais de 700 mil seguidores. Atualmente, tem quase três milhões.
5. Protesto contra a sexualização dos uniformes femininos
Para combater a sexualização das mulheres no esporte, a equipe alemã de ginástica artística marcou posição nos Jogos de Tóquio e competiu com macacões que cobriam todo o corpo, ao invés dos tradicionais maiôs. A decisão foi tomada depois que a seleção norueguesa feminina de handebol, durante um campeonato europeu, foi multada por se recusar a usar biquíni.
6. Brasileiro é o primeiro campeão da história do surfe olímpico
O surfe fez sua estreia como modalidade olímpica nos Jogos de Tóquio e o potiguar Ítalo Ferreira marcou seu nome na história ao levar o ouro para o Brasil. O surfista ainda emocionou a todos quando chorou ao lembrar da avó depois de ter a vitória confirmada.
7. Cena romântica após vitória nas piscinas
Após ganhar o bronze nos 50m livre nas Olimpíadas, o nadador Bruno Fratus completou sua comemoração com um beijo de cinema na mulher, Michelle Lenhardt, que também é sua treinadora.
8. Divisão do ouro no atletismo
Pela primeira vez em 113 anos, o primeiro lugar de uma prova olímpica do atletismo terminou em empate: Mutaz Barshim, do Qatar, e Gianmarco Tamberi, da Itália, alcançaram resultados idênticos no salto em altura e preferiram dividir o ouro em vez de partirem para um desempate.
9. Representatividade olímpica
A neozelandesa Laurel Hubbard entrou para a história nos Jogos de Tóquio, ao se tornar a primeira esportista transgênero mulher a participar de uma disputa olímpica. A atleta de 43 anos, que competiu na categoria masculina antes de fazer a transição aos 30 anos, provocou um debate por sua convocação.
10. Primeira medalha do tênis brasileiro
As brasileiras Luisa Stefani e Laura Pigossi conquistaram o bronze nas duplas do tênis nos Jogos de Tóquio, a primeira medalha olímpica do tênis nacional. E elas só garantiram a classificação para Tóquio depois que outras duplas desistiram de participar, poucos dias antes do início das Olimpíadas.
11. Despedida do nosso maior campeão paralímpico
Tóquio foi o cenário da despedida de Daniel Dias das piscinas. Aos 33 anos, com 27 medalhas paralímpicas – 14 delas de ouro – , o campeão foi escolhido para representar a Seleção Brasileira no encerramento da Paralimpíada. (leia mais abaixo)
12. Dancinha no pódio
Gabriel Araújo, novo nome da natação paralímpica do Brasil, arrasou nas Paralimpíadas de Tóquio não só dentro da piscina – ele ganhou uma medalha de ouro e uma de prata -, mas também na comemoração no pódio. Com muita alegria, ele encantou a todos ao festejar com uma dancinha bem animada.
Fonte: G1