O uso da melatonina, conhecida como hormônio do sono, para a formulação de suplementos alimentares foi aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). (leia mais abaixo)
O consumo foi autorizado, em 14 de outubro, para pessoas com idade igual ou superior a 19 anos e em dosagem que não ultrapasse 0,21 mg diários. Alegações de benefícios associados ao consumo do suplemento à base da substância, porém, não foram aprovadas.(leia mais abaixo)
Com a decisão, a melatonina fica disponível, sem receita, como suplemento alimentar, categoria de produtos destinada à complementação da dieta de pessoas saudáveis com substâncias presentes nos alimentos, incluindo nutrientes e substâncias bioativas, nas quais estão enquadradas funções metabólicas bem caracterizadas. Essa já era uma realidade em diversos países, como os Estados Unidos.(leia mais abaixo)
Os suplementos de melatonina têm de conter a advertência de que não devem ser consumidos por gestantes, lactantes, crianças e pessoas envolvidas em atividades que requerem atenção constante. Quem tem enfermidades ou usa medicamentos deve consultar o médico antes de consumir a substância.(leia mais abaixo)
Também foram autorizados outros 40 novos constituintes de suplementos alimentares, como a membrana da casca do ovo, como fonte de ácido hialurônico, glicosaminoglicanos e colágeno, e extrato de laranja moro, como fonte de antocianinas.(leia mais abaixo)
O que é melatonina?
A melatonina é um hormônio produzido naturalmente no cérebro, mais especificamente na glândula pineal. Ela auxilia no ciclo vigília-sono ao indicar aos órgãos que a noite chegou. Por isso, é comumente associada ao tratamento da insônia.(leia mais abaixo)
A substância pode ser encontrada em pequenas concentrações em produtos como morango, cereja, vinho e carne de frango, por exemplo. Ela também pode ser produzida sinteticamente.(leia mais abaixo)
Em entrevista ao Estadão, a endocrinologista Suemi Marui explicou que “alterações do sono como, por exemplo, insônia e sonolência levam a diversas modificações hormonais, metabólicas, neurológicas e psicológicas”. A médica, porém, disse não haver comprovação científica dos benefícios de tomar melatonina sintética para tratar essas alterações. Efeitos colaterais do consumo indevido da substância são “dor de cabeça, confusão mental, tontura e náuseas”, alerta.(leia mais abaixo)
Suemi destacou que a produção natural de melatonina depende do padrão de sono-vigília de cada um. “O sono deve ser reparador, o que significa não acordar cansado”, resume. A indicação dela é que, quando o cansaço parecer constante, a pessoa deve procurar um médico. “Doenças que causam alterações no sono como, por exemplo, problemas da tireoide, apneia do sono e depressão devem ser investigadas e não tratadas com melatonina, o que pode atrasar o diagnóstico.”
*Fonte: R7