Black Friday será de ofertas limitadas: dólar alto e industrias com baixa produção

A expectativa do comércio brasileiro é usar a Black Friday de 2021 para desovar estoques antigos. Com a baixa produtividade das indústrias, dificuldades logísticas e importações prejudicadas pelo dólar alto, a data de promoções do fim de novembro não será de grandes ofertas ou lançamentos. (leia mais abaixo)

A assessora econômica da Fecomércio-SP (Federação do Comércio de São Paulo), Kelly Carvalho, diz que os problemas estruturais que já se mostraram em 2020, durante a pandemia de Covid-19, agravaram-se neste ano. (leia mais abaixo)

“Assim como no ano passado, continua complicado renovar os estoques porque as indústria não conseguem atender a demanda”, diz. “Para piorar, o que chega ao mercado está mais caro, por causa do dólar alto.”(leia mais abaixo)

Ela conta que inúmeras encomendas encalharam porque faltam contêineres e espaço nos aviões de carga porque as importações de todos os outros produtos cresceram.  (leia mais abaixo)

Kelly explica que itens de forte apelo na Black Friday, como os eletroeletrônicos, não vieram em  quantidade suficiente para as promoções. “Quem tem algo para vender, não pode reduzir o preço, porque pagou alto.”(leia mais abaixo)

Na opinião de Kelly Carvalho, a situação de agora é ainda pior que a de 2020. “O ano passado foi favorecido pelo boom do comércio eletrônico, estimulado pelo fechamento do comércio”, analisa. (leia mais abaixo)

Em 2021, além de não ter o mesmo impulso do e-commerce, o cenário de incertezas econômicas tende a dificultar as compras dos brasileiros.  (leia mais abaixo)

“Vamos ver uma Black Friday com menos apelo aos supérfluos. É uma realidade triste, mas veremos promoções de alimentos, roupas e itens de primeira necessidade, porque é o que muitos consumidores podem pagar e precisam no momento”, analisa a economista.(leia mais abaixo)

 “A população está sem renda, é elevado o nível do desemprego. Definitivamente, será uma data para bens não duráveis e semiduráveis. Não é hora de grandes investimentos”, finaliza.

*Fonte: R7