Líder dos caminhoneiros ao C24H: “O país vai parar”

Cerca de 30% dos cerca de 1 mil caminhoneiros associados à Cooperativa de Transporte do Norte Fluminense (Cobranorte), sediada em Campos, já paralisaram suas atividades, não por adesão à greve da categoria programada para esta segunda-feira (01), mas por não estarem conseguindo repassar ao custo do frete a alta dos preços dos combustíveis. Para o presidente da Cobranorte, Waldemar Soares, o país não vai aguentar por muito tempo a majoração abusiva dos custos do óleo diesel. Ele falou ao Campos 24 Horas. (leia mais abaixo)

“Não vai demorar muito, e o país vai parar. O caminhoneiro não vai aguentar. Vai parar em definitivo para não passar fome e ficar com migalha”, disse.(leia mais abaixo)

Segundo Waldemar, os caminhoneiros campistas estão parados porque o transporte não tem compensado em razão da alta dos combustíveis no Norte Fluminense, que chegou a uma média de 75% este ano.(leia mais abaixo)

“Muitos aqui em nossa cooperativa não aguentaram essa alta de combustíveis e decidiram parar porque não compensa. A situação só não está tão pior para as grandes transportadoras. Mas muitos não vão suportar essa nova alta de diesel que vem por aí. Eles não vão conseguir mais repassar. Eu estou há 50 anos nisso e nunca vi uma situação tão ruim como essa. Está pior do que em 2018”, constatou.(leia mais abaixo)

O líder dos caminhoneiros considerou o movimento de greve “fraco e contaminado pela política” contra e a favor ao presidente Jair Bolsonaro. Mas acredita que muitos dos profissionais que apoiaram o presidente já se arrependeram.(leia mais abaixo)

“O caminhoneiro, quando sai para o seu destino, tenta conseguir outra carga para não retornar com o caminhão vazio, voltar com algum dinheiro no bolso. Mas pensa logo que vai voltar com o caminhão depreciado, vai ter que desembolsar algum dinheiro que ele não vai ter como gastar com o desgaste do veículo”, afirmou.(leia mais abaixo)

Segundo Waldemar, não compensa mais o transporte por trajetos mais longos. “Só compensa transporte para percurso de 100 a 150 quilômetros. Se ele andar em percursos mais longos volta com o carro arrebentado e não tem como pagar o conserto na oficina”, observou.(leia mais abaixo)

“E o pior é que a Polícia Rodoviária Federal não tem aliviado. Qualquer lâmpada queimada quer multar o caminhoneiro”, critica.