Wladimir / 10 meses de governo: Cumpriu ou não cumpriu? C24H mostra balanço

Com exatos dez meses de governo completados neste fim de semana, a administração do prefeito Wladimir Garotinho (PSD) conseguiu avançar em alguns pontos das propostas que constam de seu programa de governo, mas ainda falta cumprir outros. O Campos 24 Horas levantou as propostas e promessas, o que efetivamente foi feito até agora e o que falta fazer do programa de governo de 13 tópicos que incluem Gestão e Governança, Saúde, Assistência Social, Habitação e Inclusão, Educação, Agricultura, Pesca e Pecuária, Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo, Emprego e Qualificação Profissional, Tecnologia, Inovação e Energia, Ambiente Sustentável, Paz, Segurança Pública e Defesa Civil, Cultura e Esportes. Vale ressaltar o cenário desafiador encontrado no início do mandato, em janeiro deste ano, com apenas R$ 2,9 milhões deixados em caixa pelo governo passado, contra uma dívida de R$ 106 milhões só com a folha de pagamento dos servidores municipais. Confira abaixo o levantamento do Campos 24 Horas dos compromissos que foram cumpridos e o que ainda resta a fazer do programa de governo, o rol de aspectos positivos do governo Wladimir e as queixas que a população ainda faz:

Os ajustes na máquina administrativa e o reforço de receitas permitiram ao prefeito equilibrar as contas e efetuar o pagamento em dia ao servidor público, com a definição de um calendário e a atualização dos salários e o 13º em atraso, herança da administração passada. (leia mais abaixo)

Outro ponto de seu programa de governo que o prefeito tem honrado nestes dez meses de gestão foi a “reabertura imediata do Restaurante Popular, como política pública de atenção social e de segurança alimentar, oferecendo acesso a refeições saudáveis e balanceadas, com cardápios preparados e supervisionados por nutricionistas, com café da manhã e almoço”.  (leia mais abaixo)

Na Saúde, onde os recursos representam quase metade do Orçamento total do município (mais de R$ 800 milhões), o governo concentrou seus esforços nas ações de combate à Covid-19. (leia mais abaixo)

Há destaque com louvor para outras campanhas de imunização, através de uma ampla gama de vacinas, além do estoque disponível do calendário rotineiro do SUS. (leia mais abaixo)

Mas o grande cartão de visita do governo nesta área é a reforma e reabertura das unidades básicas de saúde (UBS) que estavam fechadas desde o governo passado.  (leia mais abaixo)

Mas há que se destacar também a regularização de pagamento pelos convênios pela prestação de serviços dos hospitais contratualizados, além das melhorias no Hospital Ferreira Machado (HFM) com obras no pronto socorro e enfermarias, além da ampliação dos leitos de clínica médica e a reforma em andamento do Hospital Geral de Guarus. (leia mais abaixo)

A propósito, há que se destacar também os aspectos da humanização do HFM, que com um novo modelo de internação mantém corredores sem pacientes há quase dois meses. (leia mais abaixo)

Outras ações que merecem destaque é a atenção proporcionada pelo governo à população de rua, não apenas no aspecto médico, mas também no acolhimento humanizado pela assistência social, buscando ofertar uma janela perspectivas de reintegração. (leia mais abaixo)

No rol de aspectos positivos, outro benefício a ser creditado ao atual governo na área da Saúde é o funcionamento efetivo da unidade pré-hospitalar São José, em Goytacazes. (leia mais abaixo)

A iluminação pública registra evolução, assim como a cidade se encontra melhor cuidada, com a remoção de lixo, da vegetação alta e a eliminação de buracos nas ruas.  (leia mais abaixo)     

Na cultura, um ponto positivo: está a caminho a adequação do Palácio Da Cultura “com a revitalização do entorno do prédio, em conformidade com projeto já elaborado e que consta na Secretaria de Obras, aplicando as devidas medidas de segurança previstas em Lei, como prevenção a incêndios, além de devolver ao prédio sua condição de referência no âmbito cultural, apoiando e incentivando o artista, agente e produtor do município e os seus projetos”.  (leia mais abaixo)

As estradas do interior também recebe atenção especial. Um dos exemplos da atuação do governo está na Baixada Campista, Depois de anos de completo abandono, as localidades da Baixada viverão um marco importante na transformação das condições de transporte em sua malha de estradas vicinais, com o programa Estradas do Produtor, lançado pelo prefeito Wladimir Garotinho. (Leia mais abaixo)

SEM REMÉDIOS – Entretanto, há ainda pontos do programa de governo ainda não efetivados e que se arrastam desde outras administrações na área da Saúde. Problema recorrente de seguidos governos, onde a demanda é sempre maior do que a oferta, a assistência farmacêutica ainda deixa a desejar nas farmácias que visam garantir o fornecimento de medicamentos à população, segundo reclamações que chegam à redação do Campos 24 Horas. “No Hospital São José, precisei de um antibiótico e não encontrei na farmácia”, reclamou a doméstica Tânia Santos, denunciando falhas na gestão e controle de estoques de medicamentos.   (leia mais abaixo)

SEM MÉDICOS – Da mesma forma, há demora no agendamento de uma consulta a um médico no Centro de Tratamento da Mulher, como diz a dona de casa Conceição da Silva. “Preciso mostrar uns exames que fiz, mas toda vez que vou lá eles dizem que já está no sistema. Como tenho um conhecimento lá dentro, briguei e consegui marcar. Se não brigar, não consegue. Fico imaginando uma pessoa humilde que vem lá da roça, fica aqui esperando e volta pra casa sem ser atendida. Um absurdo”.  (leia mais abaixo)

Desde o dia 16/09 que o autônomo Renato Pinto também tenta agendar uma consulta com um urologista. “Estou com uma infecção urinária, reclamei da demora em obter uma consulta, mas eles me mandaram reclamar com o núcleo na Secretaria Municipal de Saúde, que é quem regula e faz a distribuição das consultas. Não entendo porque dizem que a prefeitura está pagando em dia a esses hospitais conveniados”, disse. (leia mais abaixo)

PU DE GUARUS – Ainda na Saúde, entre as propostas que carecem de efetivação, “transformar o PU de Guarus em Unidade de Urgência e Emergência Pediátrica em regime de funcionamento 24 horas, com consultórios médicos, sala vermelha, sala de nebulização, leitos de isolamento, estabilização, e sala de espera, garantindo atendimento humanizado com eficiência, resolutividade e acolhimento na rede pública”. (leia mais abaixo)

Há ainda à espera por uma “política pública permanente de assistência à Criança e ao Adolescente, com a atuação plena nas unidades da rede municipal de ensino por meio do Programa Saúde na Escola”. (leia mais abaixo)

AGRICULTURA COM POUCOS RECURSOS – Na Agricultura, sim, está em curso uma política efetiva de recuperação das estradas vicinais em parceria com o governo estadual, através do programa “Estradas do Desenvolvimento Rural”, com a “realização de ações de recuperação e manutenção de vias, estradas e corredores de escoamento da produção rural com o objetivo de integrar o município, assegurando as condições de tráfego para transporte de cargas e locomoção de pessoas”. (leia mais abaixo)

Mas o orçamento limitado de R$ 3 milhões impede que o município de Campos seja transformado num celeiro de produção de alimentos, com a implantação da “Política e o Plano Municipal de Desenvolvimento do Agronegócio”, como consta do mesmo programa de governo. (leia mais abaixo)

Com escassos recursos, torna-se difícil a execução de pontos da plataforma de campanha do atual governo para a Agricultura, como um “programa permanente com planejamento e execução imediata de políticas públicas para produção de resultados de curto, médio e longo prazo, na geração de matriz econômica alternativa ao petróleo. (leia mais abaixo)

O somatório de promessas ao homem do campo consta “apoio incondicional ao produtor rural local, ao pequeno e médio proprietário, ao agricultor familiar e, a partir de olhar para a comercialização, fomentar vocação agrícola nata do município por microrregiões, bem como promover Parceria Público-Privada, articulação intergovernamental, na formulação de projetos para captação de recursos de fonte nacional e internacional, de fundos privados ou públicos, oferecendo ao produtor a oportunidade de melhoria de renda familiar, e abrindo postos de trabalho no campo.  

EDUCAÇÃO NO CAMPO – Outros itens do programa de governo ainda à espera de resposta, se relaciona à educação no campo. Neste ponto, se lê no programa a promessa de “garantir Educação do Campo, com implantação de uma “Escola Família Agrícola” no município com a participação das comunidades rurais, articular Experiências de Educação Popular para erradicação do analfabetismo nas áreas de assentamentos/acampamento de reforma agrária e áreas remanescentes de Quilombos e Comunidades Negras Rurais. (leia mais abaixo)

Na mesma área, “parcerias com Instituições Públicas de Ensino Superior em parceria com Movimentos Sociais e Organizações Sociais do Campo no sentido de viabilizar novos aprendizados e saberes, articulando a Modalidade de Ensino da Educação Básica no/do Campo com as demais Secretarias, tais como Agricultura, Pesca, Ambiente, Desenvolvimento”. (leia mais abaixo)

CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL – O governo ainda não tem uma política de investimentos na capacitação de mão de obra.  Entre os pontos do programa de governo estão uma ainda inexistente criação de da “Agência Municipal do Emprego, que visaria a ampliação da integração com empresas e instituições, para inserção no mercado de trabalho, com promoção de cursos de qualificação profissional, em Parcerias Público- Privadas e intergovernamentais. Implementação de portal digital de vagas, cursos, oportunidades e serviços”. (leia mais abaixo)

A sociedade campista ainda aguarda a criação do Centro de Pesquisas Tecnológicas que teria o objetivo de “procurar estabelecer parcerias com os sindicatos empresariais e de trabalhadores, Sistema S (SEST/SENAT, SESI /SENAI e SESC/SENAC), entidades educacionais e governo federal, com o intuito de qualificar e requalificar os trabalhadores, especialmente nas novas profissões e tecnologias do futuro”.  

SEM MORADIA – A Empresa Municipal de Habitação (Emhab) ainda não sinalizou para cumprir com as promessas de campanha de “promover regularização fundiária e suprir a carência habitacional para a população de baixa renda no município, em ação integrada a levantamentos realizados pela área de gestão da Assistência da Administração Municipal”.  

SEM VERDE – Também ainda não saiu do papel o projeto “Cidade Amiga das Árvores”, que consiste numa “política pública permanente de rearborização, em Parceria Público-Privada, para criação de corredores e áreas verdes com participação de escolas e universidades em concursos para escolha de projetos de plantio de mudas e árvores, e de recuperação de espaços como Horto Municipal, praças, jardins e outros, que serão assumidos por empresas, com oferta pelo município de contrapartidas, como a autorização para exploração de suas marcas”.  

Todavia, o prefeito Wladimir Garotinho tem ainda mais três anos de gestão para fazer muito mais. E espera também a entrada de recursos estaduais e federais, além de emendas parlamentares, a fim de resgatar as promessas de campanha e os compromissos ainda não cumpridos em seu programa de governo.