Seminário discute os cuidados com os pacientes ostomizados

Capacitar os profissionais nos cuidados aos pacientes ostomizados de Campos. Esse foi o objetivo do ciclo de palestras promovido pelo Programa de Ostomizados e Hemodializados, da Secretaria Municipal de Saúde. O médico cirurgião Leonardo Santos Monteiro abriu o evento, que aconteceu no auditório do Conselho Municipal de Saúde, que funciona na secretaria. (leia mais abaixo)

Profissionais do Hospital Ferreira Machado (HFM), Hospital Geral de Guarus (HGG), Hospital Escola Álvaro Alvim (HEAA), Hospital Plantadores de Cana, Santa Casa de Misericórdia e do Serviço de Assistência Domiciliar (SAD), prestigiaram o evento. Foram debatidas várias temáticas, entre elas, a abordagem da cirurgia geral, psicológica, social e da enfermagem no programa, além da rotina do acompanhamento clínico e uso de sonda do tipo Botton.(leia mais abaixo)

Segundo o enfermeiro do programa, Jetro Pereira, todo indivíduo submetido à ostomia —, abertura criada cirurgicamente entre o intestino e a parede abdominal —, necessita de uma atenção especial. “Nosso objetivo com esse seminário é justamente estreitar a relação entre esse indivíduo e o profissional de saúde, em especial, o enfermeiro, que é quem faz esse primeiro atendimento no hospital, após a cirurgia”.(leia mais abaixo)

O também enfermeiro, estomoterapeuta do programa, Eduardo Viana Ricardo, afirmou que houve muita troca de conhecimento. “Foi enriquecedor. Pudemos, como programa, nos aproximar dos profissionais que realizam o cuidado intra-hospitalar do paciente ostomizado, entender suas dificuldades e buscar soluções conjuntas, visando sempre o aperfeiçoamento da assistência prestada aos usuários”.(leia mais abaixo)

Já a enfermeira do SAD, Rakel Maciel da Silva, acredita que os profissionais, após o evento, passaram a ter um olhar diferenciado no que tange à assistência desses pacientes. “Não vamos sair da mesma forma”.(leia mais abaixo)

A mesma opinião foi compartilhada pela presidente da Associação de Ostomizados de Campos, Vânia Cristina Coutinho de Souza. Ela, que usa bolsa coletora há 19 anos, já que não poderá passar pela cirurgia de reconstrução do trânsito intestinal, devido a complicações durante o tratamento, disse que a iniciativa do programa de abordar a questão dos cuidados com o paciente é de extrema importância. “É uma maneira de humanizar o atendimento. Para nós pacientes, o programa passa a ser nossa segunda casa”, disse ela. A sede do programa funciona na Rua Gil de Góis, 108, no Centro.

*Fonte: Ascom