Em um país de terceiro mundo, cercado de problemas e desigualdades, as demandas por serviços e programas sociais se acumulam em escala que parece nunca ter fim. Solucionado ou amenizado um problema, outros dramas humanos se enfileiram à espera de apoio ou mesmo socorro. É assim há 36 anos na Associação Vida e Amor, uma entidade filantrópica que acolhe dependentes químicos, na Estrada do Brejo Grande, na região do Parque Aeroporto. (leia mais abaixo)
— Somos o primeiro centro de tratamento e recuperação de dependência química de Campos dos Goytacazes. São 36 anos de serviços prestados, sem ajuda de poder público ou qualquer entidade governamental. Vivemos de doações de igrejas e de amigos. Muitos em situação de rua, uns entrando, outros prontos para sair, mas o trabalho não para — disse o pastor Luciano Barros Chagas, que atua à frente da instituição como capelão da entidade benemerente. (leia mais abaixo)
O capelão conta que a instituição precisa de ajuda permanente, a fim de escapar da instabilidade. “Vivemos de doação de igrejas, mas com que essa pandemia, caiu muito. A demanda não para e sempre há gente em busca de vagas”, explicou o pastor. (leia mais abaixo)
Luciano se dedica com outras pessoas na Associação. “É um trabalho social feito com empenho por psicólogos, psiquiatras e assistentes sociais, alguns voluntários, enquanto outros recebem uma ajuda apenas simbólica, mas todos, nessa luta do dia a dia, para manter todos esses projetos. Nossa missão é a reabilitação, prevenção da dependência química e apoio às famílias”. (leia mais abaixo)
Enquanto se prepara espaços para entrada de mais dependentes, a luta para arrecadar recursos, a fim de comprar oito camas beliche para acolher mais pacientes. São 22 atendidos, com quatro alimentações por dia. Há ainda oito vagas, mas antes, é preciso equipar o espaço, reestruturando os quartos e banheiros que precisam de reformas. O prédio também carece de serviços hidráulicos. (leia mais abaixo)
A jornada para abandonar o vício comporta várias etapas, a derradeira é a luta para a ressocialização, quando o indivíduo sai dali em busca de uma vaga de emprego. “Vivemos numa sociedade que acha normal usar droga, seja licita ou não, mas, na hora de dar uma oportunidade aos que buscam esta ressocialização, não há esta normalidade”, analisa Luciano.