Um estudante matou ao menos seis pessoas nesta segunda-feira (20) em um tiroteio em um campus universitário de Perm, na região dos Urais, antes de ser ferido e detido, informou o Comitê de Investigação Russo. Inicialmente, as agências internacionais divulgaram que o ataque havia deixado pelo menos oito vítimas fatais, mas o número foi corrigido de acordo com as informações das autoridades russas. (leia mais abaixo)
“Um estudante que estava em um dos edifícios da universidade abriu fogo contra as pessoas ao seu redor”, afirma um comunicado do organismo responsável pelas investigações mais importantes do país. (leia mais abaixo)
Em consequência, oito pessoas morreram e várias ficaram feridas”, afirmou o comitê em um primeiro momento, antes de destacar que o número de vítimas ainda estava sendo determinado. (leia mais abaixo)
O atirador “ficou ferido durante a detenção ao opor resistência”, informou o comitê, que não divulgou informações sobre a motivação do ataque. (leia mais abaixo)
De acordo com o ministério da Saúde, citado pelas agências de notícias russas, ao menos 24 pessoas ficaram feridas, 19 delas por tiros. (leia mais abaixo)
Incidentes similares aumentaram na Rússia nos últimos anos e provocaram um endurecimento da legislação sobre o uso de armas. (leia mais abaixo)
Vídeos publicados nas redes sociais mostram estudantes fugindo do tiroteio e pulando pelas janelas do primeiro andar de um prédio do campus. (leia mais abaixo)
Outra gravação, feita a partir de uma janela, mostra um indivíduo vestido de preto atirando e caminhando na direção da entrada do prédio. (leia mais abaixo)
O atirador, que já teve a identidade estabelecidas mas não divulgada, entrou no campus às 11H00 locais (3H00 de Brasília), de acordo com o serviço de comunicação da universidade. (leia mais abaixo)
Um fenômeno em alta
O porta-voz da presidência russa, Dmitri Peskov, informou que Vadimir Putin, atualmente em quarentena por um foco de covid-19 no Kremlin, está a par do ocorrido. (leia mais abaixo)
“O presidente expressa profundas condolências aos que perderam parentes e amigos no incidente”, disse. (leia mais abaixo)
O primeiro-ministro Mikhail Mishustin, assim como os ministros da Saúde e da Educação, foram enviados a Perm, segundo as agências russas. (leia mais abaixo)
A tragédia aconteceu um dia após as eleições legislativas vencidas pelo partido do Kremlin, Rússia Unida, marcadas por acusações de fraude. (leia mais abaixo)
Os tiroteios em escolas ou universidades eram raros na Rússia – que tem uma legislação rigorosa de controle de armas -, mas se tornaram mais frequentes nos últimos anos. (leia mais abaixo)
O presidente Vladimir Putin o denunciou como um fenômeno importado dos Estado Unidos e um efeito perversos da globalização. (leia mais abaixo)
O incidente anterior do tipo havia acontecido em 11 de maio de 2021, quando um jovem de 19 anos abriu fogo contra uma escola de Kazan (sudoeste) e matou nove pessoas. (leia mais abaixo)
No mesmo dia, Putin ordenou uma revisão das normas sobre o porte de armas, pois o autor do ataque tinha permissão para o uso de uma arma semiautomática. (leia mais abaixo)
Em outubro de 2018, um estudante matou 19 pessoas antes de cometer suicídio em um instituto de Kerch, uma cidade da península ucraniana da Crimeia, que a Rússia anexou em 2014. (leia mais abaixo)
As autoridades afirmam que desmantelaram nos últimos anos dezenas de planos de ataques contra centros de ensino, normalmente por parte de adolescentes. (leia mais abaixo)
Em fevereiro de 2020, as forças de segurança prenderam dois jovens, nascidos em 2005 e de nacionalidade russa, que eram muito ativos em fóruns virtuais com a apologia do assassinato e do suicídio. (leia mais abaixo)
De acordo com os investigadores, eles planejavam atacar um centro de ensino em Saratov (sudoeste), às margens do Volga.
*Fonte: R7